A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


domingo, 19 de dezembro de 2010

Curvas na Estrada

Uma das minhas citações favoritas do Rav, é:
“O nosso objetivo na vida é deixar este mundo como uma pessoa diferente da forma como entrou.”
Isto é, em poucas palavras, a visão cabalista da vida: A constante mudança e crescimento.
Uma das formas que assistimos na realização deste objetivo é ser “empurrado” numa direção diferente do que aquela que estabelecemos para nós mesmos, ou ser empurrado completamente para fora.

No curso das nossas vidas, estabelecemos objetivos importantes que trabalhamos no sentido de os completar.
Mas o Rav nos ensina que o que realmente importa é o que nós alteramos no processo de alcançar os nossos objetivos.
É sobre a viagem - e não o destino.
Sim, os objetivos são essenciais, pois sem eles estaríamos sem rumo.
No entanto não é por esse motivo que nascemos.
Nós nascemos para mudar.
Mas muitas vezes algo escapa aos nossos planos e ficamos decepcionados.
Uma nova forma de ver isto, é que há um grande processo de trabalho que trabalha constantemente para nos ajudar no nosso processo pessoal de mudança.
É sobre mudar a nossa consciência e desfrutar o processo.
Para entender melhor, podemos usar o exemplo de Abraão, que a maioria de nós conhece como a primeira pessoa a chegar a um entendimento do Criador por sua própria conta.

Quando Deus se comunica primeiro a Abraão, é para lhe dizer: "Sai de tua casa, sai de onde nasceste, e vai para um lugar que eu te mostrarei.”
Os cabalistas fazem uma pergunta importante:
"Por que Deus não diz a Abraão para onde vai?"
Nesta pergunta encontramos a primeira mensagem dada a Abraão: Se você vai realizar a sua missão neste mundo, tem de saber que não se trata de para onde vai, mas sobre as mudanças de que vai passar a fim de lá chegar.
Outro conceito profundo, é que é seguro assumir que a maioria de nós quer ir além do lugar onde está agora.
Nós queremos estar melhor, mais realizados, mais conscientes e cientes.
No entanto, este lugar que pretendemos atingir é algo que nos ultrapassa, então como podemos vê-lo?
Nós não podemos.
É uma falácia lógica.
Portanto, o Criador ensinou a Abraão - e toda a humanidade - que a base de todo o trabalho espiritual, o nosso propósito, só vai manifestar-se quando passamos por um processo que às vezes tem falta de clareza, um processo que nem sempre se entende, um processo que a nossa mente nos leva para fora dos objetivos que queremos alcançar.
A mudança que temos de passar durante o processo é o mais importante.

Na minha própria vida, os professores por vezes compartilham comigo as suas frustrações por não chegarem a tantas pessoas como esperavam alcançar.
Recordo-lhes que enquanto precisamos de metas, o nosso desejo mais elevado é transformação que virá do processo e não das próprias metas.
Quando interiorizarmos verdadeiramente esta idéia, as complicações que contorciam o caminho reto pelo que havíamos esperado nos manter não nos perturbarão.
Na verdade, vamos abraçá-las.
Há um belo verso de Isaías:
"Aqueles que caminham na escuridão vão ver a grande luz."
O que esta maravilhosa frase nos ensina, é que a estrada da vida é muitas vezes difícil e escura, e por vezes, podemos sentir que estamos completamente fora do caminho. E, no entanto, paradoxalmente é o processo de “empurrar”, apesar da falta de clareza, é o que nos dá maior clareza e aproxima-nos de ver grandes bênçãos nas nossas vidas.

Para interiorizar verdadeiramente esse ensinamento, quando os seus planos e objetivos descarrilam ou são interrompidos, em vez de ser esmagado e ficar cheio de dúvidas, fique entusiasmado com isso e continue “empurrando”.
Continue perguntando onde você pode revelar mais Luz e tomar consciência de que a vida o está conduzindo através disto, porque é a melhor maneira para você mudar e revelar o seu potencial agora.
Confie no processo.
Saiba que o que acontece com você através dos desafios, mudanças e curvas no caminho para o seu objetivo é o seu objetivo.

Por: Michael Berg

(repasse Marcelo Veneri)

Mudança


A situação global nunca irá mudar fundamentalmente até que mais pessoas comecem a assumir sua responsabilidade pessoal no dia a dia.
Quando assumimos a responsabilidade pessoal de criar nossa realidade, também assumimos o poder de mudá-la.
A humanidade precisa terá a consciência de que este mundo foi feito para ser diferente, e que é nossa responsabilidade fazer com que seja assim.

Por: Michael Berg


(repasse Marcelo Veneri)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Luz é Simples

Os cabalistas explicam que a Luz é tudo.
E se a Luz é tudo, “tudo” por conseqüência deve ser visto e entendido como algo simples.
Se nós ficamos complicando demais as coisas, ou achamos que a solução do nosso problema tem que ser algo complicado então pode ser que nesse momento não estamos vendo a Luz na situação, mas sim que estamos focados na escuridão da situação!

Por: Karen Berg

(repasse Marcelo Veneri)

Apreciação

Se não sentirmos que estamos recebendo da Luz infinitamente mais do que estamos dando, então apreciação é uma área em que precisamos colocar o foco de  no nosso trabalho espiritual. 
Podemos também ter certeza de que, não importa o quanto esse trabalho seja desafiador, as recompensas são muito maiores do que jamais possamos imaginar.
Se nosso foco está dirigido ao que não possuímos, começamos a perder a apreciação. 
E quando perdemos a apreciação, também podemos perder o que possuímos.

Uma pessoa com um verdadeiro desejo de viver tem gratidão pelo que possui, e ainda assim anseia por mais. 
Somos destinados a ter tudo.
Uma pessoa com desejo autêntico sabe que recebeu dádivas maravilhosas, mas também reconhece que elas podem desaparecer a qualquer instante. 
Ela se sente plena e incompleta ao mesmo tempo.
O ensinamento a ser lembrado é o seguinte:
Nossa conexão conosco mesmos, com os outros e finalmente com a Luz do Criador começa e termina na apreciação.
Já sabemos disso. 
Só quero lembrar a importância crucial de lutar constantemente para permanecer em estado de gratidão. 
E não se iluda, trata-se de uma luta, porque nosso instinto natural é procurar o que existe de negativo. 
Requer esforço não nos compararmos com os outros e não sentir carências. 
É fácil explodir de raiva e auto piedade, resultantes da inveja ou da insegurança, mas é muito difícil travar a batalha interna contra o ego (que é a raiz de todo ressentimento, dúvida e de todo o resto que você mesmo pode enumerar...).

E não é só o fato de que devemos lutar para apreciar as coisas e as experiências. 
As pessoas que nos ajudam pelo caminho também são canais para a Luz. 
Se esquecemos delas, então rompemos nossa conexão com a Fonte de tudo que é bom na vida.  Mesmo que tenha sido há 20 anos, é importante lembrar das pessoas que estiveram presentes para nos apoiar ao longo da jornada. 
Quando nos ocupamos reconhecendo o bem que os outros nos fizeram, nossa atenção se desloca do que não possuímos.

Todos nós somos abençoados com diversas dádivas.  Precisamos ser gratos por essas dádivas, para que elas possam permanecer conosco. 
Através da apreciação, podemos evitar o sentimento de que estamos deixando escapar alguma coisa, o que nos faz desperdiçar ou perder o que temos. 
O sentimento de abundância cria mais abundância.

Esta semana, dê um passo atrás. 
Desenvolva maior apreciação, imaginando como seria a vida se as coisas, as pessoas, as qualidades, as habilidades que você possui lhe fossem retiradas. 
Toda vez que você se sentir fixado no brilho das vidas contido nas páginas das revistas sobre celebridades, ou no carrão que seu vizinho possui, traga seu foco de volta.  Retorne para você, para sua vida, e olhe ao seu redor.
E se essas coisas e pessoas não estivessem aqui amanhã?
Quanta falta você sentiria delas? 

Por: Yehuda Berg

(repasse Marcelo Veneri)

Em um Minuto

O Criador dá e o Criador tira. 
Nada é realmente nosso: as coisas estão conosco como empréstimo, para que possamos realizar nosso trabalho espiritual de transformar nossa natureza. 
Para nos ajudar a aprender o que viemos aprender, os eventos da vida podem se alterar,  as coisas podem mudar  e serem perdidas em um minuto.  

Hoje, lembre-se que o propósito da vida é crescer e não adquirir e amealhar coisas. 
Se você perdeu alguma coisa recentemente, pergunte a si mesmo:
“Essa perda me fez melhor?”
Se esse for o caso, você perdeu ou ganhou?

Por: Yehuda Berg


(repasse Marcelo Veneri)

A Cura Vem Antes Que A Doença


Os cabalistas consideram a Bíblia como um jogo de códigos, e há uma lição poderosa codificada na história de Jacó e de seus dois netos.
O neto mais velho é chamado Menashe, cuja raiz do nome significa “falta”.
O neto mais novo é chamado Ephraim, cuja raiz significa “sustento”.
Em seu leito de morte, Jacó dá suas bênçãos nas cabeças de seus netos.
A tradição ensina dar preferência á idade mais velha, ou a Menashe.
Assim, o neto mais velho começaria com sua mão direita e o mais jovem com a mão esquerda.
Mas Jacó inverte-a.
Põe sua mão direita na cabeça de Ephraim, e a sua mão esquerda em Menashe, o mais velho.
O código está decifrado.
Ephraim precede Menashe.
A abundância precede a falta.
A solução precede o problema.
Isto revela uma maneira de enxergar as épocas difíceis de nossas vidas.

Nós podemos ver as dificuldades não como problemas a serem resolvidos, mas sim em usar soluções que já estão lá.
Está aqui o significado.
De acordo com a Cabala, ás vezes nós estamos prontos para uma abundância maior de Luz, mas nosso Receptor é muito pequeno para agüentar, assim nós necessitamos de um Receptor maior.
As vezes, nós podemos construir um Receptor maior pró-ativamente.
Mas outras vezes nós necessitamos algum auxilio para quebrar nosso Receptor menor a fim de construir um outro maior.
Nesses casos, nós quebramos nossos Receptores com as situações difíceis.
Está compreendido que as situações difíceis servem a uma finalidade: nos permitir uma abundancia maior de Luz e de bênçãos, nos ajudando a construir um Receptor grande o bastante para suportá-la.
Não é sobre ter épocas difíceis e esperá-las passar.
Quebrando um Receptor menor em troca de um maior, os tempos difíceis são como aquela cura que vem antes da doença.
A Luz já está esperando-o lá, e os tempos difíceis são as ferramentas para alcançá-la.
Há um outro termo para quebrar o Receptor menor a fim de construir outro maior. Chama-se “sendo como o Criador”.

Por: Yehuda Berg


(repasse Marcelo Veneri)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Não querer ser querido

Quando nos arriscamos, geralmente nos sentimos bem - mais preenchidos do que quando não o fazemos.
Uma coisa que a maioria das pessoas concordam é que quanto mais damos de nós mesmos completamente a uma experiência, maior será nosso prazer na vida.
Temos que abrir mão de muitas coisas para isto.
Temos que abrir mão de querer ser querido, abrir mão de esperar que os outros gostem.
Temos que assumir responsabilidade por nossa própria experiência.
Temos que nos arriscar momentos de nos erguemos sozinhos.
Dê um salto no desconhecido hoje.
Você pode talvez encontrar a si mesmo.

Por: Yehuda Berg


(repasse Marcelo Veneri)