A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Culpa...

 A culpa é com freqüência uma boa desculpa para não ter que fazer nada a respeito de uma dada situação. Assumir a responsabilidade significa usar tudo que acontece a você de forma a promover seu crescimento espiritual.


Shmuel Lemle

domingo, 16 de janeiro de 2011

O modo como recebemos a Luz...

"O modo como recebemos a Luz determinará se a energia se manifestará como um curto-circuito - se formos egoístas - ou como uma corrente durável de satisfação - quando vemos a grande figura e pensamos nos outros"

Shmuel Lemle




De volta a cadeira

Uma fresca brisa sopra em nossas vidas neste mês de Shevat - Aquario.
A Luz está nos empurrando a levantarmos e a crescermos até chegar em um nível mais elevado de nosso “eu”. E a melhor maneira de receber o empurrão é se conectando com as ferramentas da Cabala.

Os estudantes me perguntam:
“Tenho anos estudando no Centro de Cabala.
Me qualifico como alguém ‘conectado’?
Minha resposta é:
“Se é matriculado numa academia que nunca vai,  é justo dizer que fazes exercícios?”

Estar conectado significa estudar constantemente e comprometer-se com a transformação e o crescimento espiritual.
Ler livros espirituais, assistir eventos ao vivo em classes on lines, nos colocando a serviço dos demais: isso é estar conectado.
A verdade é que, quando não vivemos ativamente a Cabala, nós duvidamos dela. Nos abalamos e lentamente voltamos a nossos velhos hábitos.
Conhecemos a terminologia, sabemos muito sobre o tema, mas só permanecemos patinando  na superfície.
Este não é o motivo pelo qual Rav Ashlag abriu o Centro de Cabala há 84 anos atrás. Naquele tempo, ele viu como o mundo era tragado por “uma nuvem negra” e sentiu a urgência de salvar o mundo.
Estamos aqui, somos herdeiros desse legado, possuidores das ferramentas metafísicas que fazem retroceder o tempo, invertendo o ódio e desintoxicando o mundo.
Mas isso só acontecerá se constantemente estivermos expandindo nossas mentes a novas idéias, abrindo nossos corações a nossos companheiros de sofrimento e descobrindo o ouro que há em nossa alma.
Como eu já disse, todos nós caímos do cavalo.
Desejo que esta mensagem se converta num outdoor de néon que diga:
Suba Outra Vez!

Por Yehuda Berg

(repasse Marcelo veneri)

Afundar-se ou Nadar

Há uma famosa parábola no Zohar que conta a história de um homem que se encontrava num barco.
Um dia, ele passa por uma das cabines e vê que um homem está fazendo um buraco no solo.
Ele grita: “Mas o que você está fazendo? Está louco?”
O homem então olha desconcertado e lhe diz:
”Essa é a minha cabine, e posso fazer o que eu quiser com ela!”
Ele fica furioso e lhe diz:
”Não tem noção do que está fazendo? Se você faz um buraco na sua cabine fará com que todo o barco afunde.”
Esta parece ser uma simples história, mas o Zohar a utiliza para esclarecer um ponto que não chegamos a interiorizar o suficiente.
Todos somos responsáveis uns dos outros.

Isto é um cano de duas direções, e inclui as lições básicas para a vida.
A primeira é que devemos darmos conta de que nossas ações, sejam elas negativas ou positivas, influenciam à outras pessoas de uma forma que nem podemos sequer  imaginar.
Na outra face da moeda, devemos darmos conta de que as ações de outras pessoas, más ou boas, influenciam  nossa vida diretamente.
Por este motivo temos a responsabilidade de ajudar aos demais a crescerem e melhorarem.
Na realidade todos estamos no mesmo barco: ou nos  afundamos ou nadamos todos juntos.
O entendimento de nossa necessidade básica de ajudar aos demais no seu desenvolvimento espiritual é um dos aspectos que diferem uma pessoa que vive a Cabala de outra que simplesmente a investiga.
Isso não significa que haja nada de mau em provar as águas, mas é importante empenhar a si mesmo a chegar ao nível seguinte.
Devemos ajudar aos demais em seu desenrolo espiritual porque não podemos cumprir nosso propósito e nossos objetivos nesse mundo sem ajudar aos demais. Um buraco numa cabine de outra pessoa também pode fazer com que o barco se afunde.
Todos nós encontramos em diferentes posições na vida.
Mas independentemente de nossa esfera de influencia, o Criador nos outorgou nossa influencia única para que possamos compartilhar e ajudar aos demais. Devemos entender que esse dom de influencia vem com sua responsabilidade: quanto maior seja nossa esfera de influencia , maior será a responsabilidade.

Michael Berg

(repasse Marcelo Veneri)

Por sua Alma

Os cabalistas afirmam que a maioria de nós foge do que tem que realizar nesta vida, encontrando desculpas para evitar fazer o trabalho espiritual para o qual nascemos.
Os sábios revelam que quando um homem, que tenha evitado a espiritualidade, comparecer perante o Criador e lhe for perguntado por que não mudou, ele sacará da sua sacola de desculpas:
“Eu estava muito ocupado tentando sobreviver”,
“Fui uma boa pessoa”,
“Eu não sabia que o Senhor realmente existia”. 
Deus então lhe dirá:
“Você tem todas as desculpas, mas não realizou nem perto do suficiente nesta vida. Agora você tem que voltar ao mundo e fazer mais”.

O que é que existe na nossa natureza humana que faz com que evitemos nos estender? 
A resposta é simples: quando o trabalho espiritual parece compulsório, resistimos.  Como você reage quando alguém diz que você deve fazer alguma coisa? 
As chances são de que você reaja contra aquilo. 
O mesmo acontece quando dizemos a nós mesmos que “devemos fazer”.
Vamos apagar o “devemos” do nosso vocabulário.
O motivo por que fazemos trabalho espiritual é o nosso próprio beneficio. 
E é importante lembrar que nossa alma encarnou por uma razão específica. 
A cabala ensina que o ponto principal em sermos humanos reside em nos transformar.

O grande cabalista, o Netziv (Rav Naftali Zvi Yehuda Berlin, 1816 – 1893), esclarece esse conceito em um discurso feito a seus discípulos:
Quando eu tinha onze anos, era um aluno considerado como causa perdida. 
Uma noite, escutei meus pais no quarto ao lado conversando sobre mim. 
Minha mãe estava chorando e dizia a meu pai:
“O que vamos fazer com nosso filho? A qualquer momento vão expulsá-lo e então o que será dele?”
Ao escutá-la, pude sentir sua angústia bem precisamente, como se fosse minha.  Prometi a mim mesmo que daquele momento em  diante trabalharia à altura do meu potencial. 
Mantive minha palavra e cresci e me tornei o  erudito que vocês vêem agora à sua frente.
Se eu não tivesse escutado meus pais aquele dia, teria crescido como uma pessoa boa, mas comum, já que minha natureza era aquela.  Mas imagine o que teria acontecido depois que eu tivesse deixado este mundo e chegasse ao lugar chamado “Corte Celestial”, onde eles me mostrariam tudo o que eu poderia ter realizado?
A dor que eu teria sentido!
Não existe inferno maior do que ver o que poderíamos ter feito, mas deixamos de fazer.

Costumo usar esse discurso como um exemplo para mostrar que precisamos nos impulsionar, para tão longe quanto possível, a fim de sermos o melhor que pudermos ser. E não estou só me referindo às nossas situações de trabalho.  Temos um trabalho muito mais importante – a correção da nossa alma.
Sei que depois de estudar e viver a cabala por algum tempo, alguns alunos caem na armadilha de se tornar religiosos:
“Devo fazer isso”,
“Devo fazer aquilo”. 
Essa é uma ótima semana para reexaminar por que estamos estudando cabala e para retornar ao contato com o desejo inicial que nos motivou a buscá-la.
Adquira o hábito de separar alguns instantes do seu dia para fechar os olhos e se perguntar
“Será que me estendi além das minhas responsabilidades imediatas?
Estou seguindo os passos no sentido de realizar o meu propósito neste mundo?”

Por: Yehuda Berg

(repasse Marcelo Veneri)

Mudanças, Mudanças e Mudanças

Mudanças, Mudanças e Mudanças
....é só o que escuto!
Todo mundo está pensando em mudar algo.
Todo mundo está buscando melhorar e transformar a sua vida!
Isto é muito bom!
É muito positivo!
Está na hora!
E estamos captando a essência do momento!
Mas é preciso ter paciência para fazer os movimentos na hora certa!
Queremos fazer tudo ao mesmo tempo, queremos ter certezas, ter sucesso imediato, enfim, acabamos por entrar num estresse violento.
D´us deseja a mudança, deseja a transformação, mas sua misericórdia permite que esta mudança ocorre aos poucos para que possamos nos transformar paulatinamente e por inteiros.
Lembre-se: Ninguém funciona sozinho, suas mudanças estão fazendo parte de um Todo!
Todos mudamos juntos!
Não é fácil.
Estamos mudando padrões e hábitos já sucateados, mas que estão muito firmes em nossas vidas!
Venho acompanhando muitas pessoas, em suas caminhadas de transformação, trazendo caminhos, planejamento e dando tranqüilidade.
Um trabalho de Coaching Espiritual!!
Janeiro é um mês de espera, tranquilidade, mês para "suar", limpar!
Ainda estamos num estágio introspectivo!
É preciso mudar de dentro para fora!
Vamos iniciar muitos movimentos em Fevereiro e Março! E quando falo em iniciar movimentos - é trazer para o concreto - realizar.
É como a semente plantada que começa a brotar, sair de dentro do solo e mostrar a sua cara!
Resultados não são só Lucros, no sentido de  dinheiro, mas resultado é quando a cada dia você percebe que cresceu, melhorou, expandiu.
Tomou outro rumo.
Cada dia é um passo para frente
Colocou um pilarzinho ali, um tijolinho aqui!
Então...não desanime...um Não pode ser 10 Sim
Saiba dos desvios, que surgem em ti e fora de ti!
Somos o tempo todo tentados a desistir e voltar para o "Mitzraim" - Egito em Hebraico que também significa Lugar apertado, constrição!!
A Cabala está aos seu lado, oferecendo este serviço.
Planejamento, Organização, Motivação, Proteção e Apoio.
O que significa Coach:
Ajudar a pessoa a mudar na maneira que ela quer, ajudando-a a caminhar na direção que ela quer ir.
O coaching apóia a pessoa em todos os níveis do processo de tornar-se quem ela quer ser e ser o melhor que ela pode.
O coaching leva a tomada de consciência
Potencializa escolhas e leva a mudanças.
Ele libera o potencial da pessoa para maximizar o desempenho.
O coaching, mais do que ensinar, ajuda às pessoas a aprender. 

(Escola de Kabbalah)

(repasse Marcelo Veneri)


O Louco e o Cabalista

Pensar sobre o propósito da vida como um processo de mudança e diminuição do ego me faz lembrar uma pequena história, mas importante.

O grande cabalista, Baal Shem Tov, estava visitando o seu aluno Zev na cidade de Zabriz.
Na parte da manhã, eles estavam prestes a entrar na casa de Oração quando um louco pulou para na frente do aluno e blasfemou-o, humilhando-o diretamente por dez minutos.
O louco disse insulto após insulto: Como é terrível o seu comportamento, como ele mente, como rouba, e começou progressivamente a piorar as coisas para esse aluno durante dez minutos.
Depois de terminar o seu discurso, que por esta altura já tinha atraído uma multidão de curiosos, o louco continuou o seu caminho.

Baal Shem Tov pediu ao aluno para explicar o que aconteceu.
Zev compartilhou com o seu professor que todas as manhãs, este louco o aguardava na porta da casa de Oração e gritava com ele e o humilhava durante algum tempo e depois saía.
O grande cabalista disse ao seu aluno:
"Tenho inveja de você, Zev. Você está purificado todas as manhãs de uma forma que eu espero. Eu gostaria de ter alguém que gritasse comigo dessa maneira todas as manhãs."

Esta história pode soar estranho para alguns, mas eles entenderam a lição que nós temos a sorte de compreender e viver.
O nosso objetivo neste mundo é mudar.
É a partir das situações embaraçosas, desconfortável e difíceis que mudamos mais.
Os cabalistas do passado não fugiram destas situações, eles as abraçavam.
Para efetuar a mudança que estamos neste mundo para realizar, precisamos abraçar este ideal e experimentar situações incômodas.
Podemos fazê-lo sabendo que é com estas ações e estes momentos que podemos mudar, crescer e atrair as maiores bênçãos para as nossas vidas.

Por: Michael Berg

 (repasse Marcelo Veneri)