A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


domingo, 13 de janeiro de 2013

A Batalha



Geralmente, quando as pessoas iniciam um caminho espiritual, elas desejam que a mudança ocorra de forma instantânea.
Se isso não acontecer, elas ficam frustradas e ficam imaginando o que pode estar atrasando o processo.
Mas a mudança não acontece porque você assiste a uma aula, adquire conhecimento ou obtém uma revelação.
 
Mudança é batalha.
 
Desenvolver uma consciência maior é um trabalho árduo.
A cada momento temos que colocar toda a nossa força na guerra contra o nosso velho modo de ser, contra o nosso lado que não quer mudar, que é a voz do lado negativo.
Uso a palavra “guerra” de propósito, porque é exatamente o que acontece.
Para que uma transformação real ocorra, temos que lutar com todas as nossas armas, e quando formos abatidos, temos que nos reerguer, sabendo que estamos cada vez mais perto de vencer do que estávamos antes.
 
Rav Brandwein explicou que a diferença entre aqueles que vencem uma batalha e aqueles que não vencem é que os vencedores sabiam desde o início que se tratava de uma batalha e que a venceriam.
Aos que não vencem, falta este entendimento e esta convicção.
 
A guerra de consciência é muito mais difícil do que qualquer batalha física.
É a guerra que nos testa para nos tornarmos pessoas melhores e ela não é vencida facilmente.
Precisamos saber que existe um processo e confiar nele.
 
O fruto que não está maduro hoje, algum dia será doce.
Nós venceremos.
Nossa consciência crescerá.
É o nosso destino coletivo.
 
Enquanto o ego busca sempre os resultados imediatos, a consciência se desenvolve e a transformação ocorre quando abraçamos o processo e nos mantemos firmes nas batalhas das nossas guerras espirituais.
 
Desde que optemos por continuar na batalha, estaremos nos engajando em um processo de mudança e permaneceremos conectados com a Luz.
 
Por: Yehuda Berg

sábado, 12 de janeiro de 2013

O Mês de Aquário

O mês de Aquário (Deliy) é regido pela letra Tzad, que também representa o justo. É a letra da justiça sagrada, o equilíbrio. 
O número de Tzad é 90, guematria (valor numérico) de maiym
(água). 
A água é o elemento que rege todo o período que compreende os meses Tevet, Shevat e Adar.
Na palavra maiym (Mem+Yud+Mem Sofit), todas as letras representam um aspecto da existência, a primeira letra Mem dapalavra é o Mem aberto, que representa a expansão, já o Mem no final da palavra, é o Mem Sofit, que tem seu formato fechado, assim representa a contração.
E a letra Yod, no meio da palavra, representa a restrição.
Aquário é o mazal (signo) do desenvolvimento do receptor para o que vem do Sagrado, já que o próprio nome do mês significa “cântaro” (Deliy), que contém a água (maiym), elemento que representa o equilíbrio, conforme mencionamos acima.
O mês de Aquário também é regido pela letra Bet, a letra da sabedoria.
Esta letra rege o mês anterior, Tevet (Capricórnio) e estende sua regência também pelo mês de Shevat.
Em Tevet, Bet oferece a sabedoria pela experiência e a maturidade.
Em Shevat, Bet oferece a sabedoria pela renovação.
A tribo que rege Shevat é Asher, que significa “feliz”, conforme encontramos no trecho da Torah:
“E disse Leah: 'Em minha felicidade, pois felicitar-me-ão as filhas.' E chamou seu nome Asher”
(B'reshiyt 30:13).
Na lua cheia de Shevat é comemorado o Ano Novo das Árvores, Tu biSh'vat.
O 15º dia do 11º mês somam 26, guematria de YHVH.
Este dia está associado ao plano (mundo) de Yetziyrah (formação).
Tu biSh'vat é a retificação da Árvore da Vida.
Os cabalistas costumam fazer um seder de frutas, contendo 10 espécies, representando todos os aspectos da Árvore da Vida.
É um mês repleto da energia do Tetragrama.

Fonte: Academia de Cabala

A Parashá

Segundo os nossos sábios é preciso Saber viver com a Parashá (Porção da Torá (Bíblia)) da Semana!
Para nós a Torá é um Livro de códigos.
Ela "fala" com cada um de acordo com o nível que a pessoa está.
Aqueles que estão em um nível filosófico irão entendê-la como filosofia.
Aqueles que estão em um nível religioso farão Dela uma religião.......

Cada ano quando você passa pelo "mesmo" texto, você percebe coisas que não tinha percebido, significa que você mudou de nível.
Para cada nível precisamos de um "corpo", ou que o corpo se eleve junto com a consciência, por isso não adianta querer subir rapidamente, ou seja, querer saber decifrar todos os códigos da Torá de uma vez.
Ninguém lê o mesmo texto da Torá duas vezes, pois quando você voltar a ler não será o mesmo texto e você não será a mesma pessoa.

Fonte: Academia de Cabala

Por que não pode ser apenas simples e fácil?

"Um adolescente certa vez visitou o Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, e expressou angústia porque sua vida estava repleta de conflito e desapontamento. -- Por que não pode ser apenas simples e fácil? - Perguntou o sofrido rapaz.
- Porque os seres humanos não são anjos - Respondeu o Rebe - Os anjos são impecáveis e sem falhas, sempre corretos. Os seres humanos, por outro lado, são fragmentados e dualísticos, vacilando entre extremos e abalados por conflitos.
Por causa da composição multifacetada e dicotomizada do homem, ele deve lutar para chegar a um acordo com sua alma.
O adolescente continuou a sondar o coração do mestre.
- Mas por que D'us nos criou de maneira tão complicada? - perguntou ele - Ele não teria gostado mais de nós se fôssemos como os anjos?
O Rebe, um educador nato, perguntou ao jovem se ele tinha um passatempo.
O rapaz disse que gostava de pinturas.
O Rebe então perguntou:
- O que é mais preciso, uma fotografia ou uma pintura?
- Claro que é uma foto - disse o rapaz - Uma foto capta exatamente qualquer cena, algo que uma pintura jamais poderia fazer.
- Qual delas vale mais? - Continuou o Rebe a inquirir.
- Uma pintura. Enquanto uma foto custa alguns dólares, uma pintura de uma cena idêntica pode chegar a milhões de dólares.
- Por quê? - perguntou o Rebe - Não parece justo. A foto acurada deveria custar mais dinheiro, não?
- Porque a maioria das fotografias - explicou o jovem - são itens inanimados, sem vida. Uma foto capta e congela uma pessoa ou uma cena como é. Por outro lado, uma pintura contém a riqueza da imaginação humana, a profundidade da emoção humana e a estética da criatividade humana. É isso que dá à pintura seu grande valor. É o que chamamos de arte.
O Rebe sorriu e disse:
- Esta é a resposta à sua pergunta. Anjos são fotos, enquanto que os seres humanos são peças de arte.
Os anjos são criaturas impecáveis; como as fotos, são reproduções perfeitas das realidades espirituais. Como as fotos, jamais erram.
Porém é exatamente o drama flutuante da existência humana, o perpétuo conflito entre nossa luz interior e as trevas, e o vazio interior humano procurando significado e verdade - que torna nossa vida, a todo momento, uma obra de arte.
O Báal Shem Tov ensinou que tudo que fazemos é significativo.
Cada ação nossa, cada palavra que dizemos, até um simples pensamento que temos, provoca um efeito que reverbera em todos os mundos e através de toda a história.
Com todo pensamento e ação, você é capaz de transformar sua vida em arte.
Somente nas câmaras atormentadas do coração humano D'us pode descobrir obras de arte genuínas e inspiradoras.
São a bondade e o idealismo que emergem da dúvida e do conflito humano que concedem à humanidade uma dignidade e esplendor que o mais elevado dos anjos
jamais pode atingir."

Fonte: Beit Chabad

Pressão

Vivemos em constante pressão. 
Prazos, cobranças, o trânsito, problemas a resolver, contas a pagar, parece que o tempo todo alguém ou alguma situação está nos interrompendo e nos tirando da tranquilidade.
Ficamos estressados e reclamamos disso. 

Para mudar a forma como lidamos com a pressão, precisamos ter uma perspectiva diferente da vida. 
Mudando a forma como encaramos a situação, podemos chegar ao ponto em que nossos sentimentos também se transformam.
O primeiro entendimento é que não estamos neste mundo simplesmente para ter uma vida tranquila.
Não estamos aqui para ser boas pessoas e curtir.
Estamos aqui para evoluir.
Esta perspectiva que envolve a alma e uma compreensão do propósito espiritual da vida é fundamental para lidarmos melhor com o estresse.
Sendo que estamos aqui para evoluir, não podemos nos contentar com o nível no qual nos encontramos atualmente.
O objetivo é a elevação para níveis cada vez mais altos.
Sendo assim, imagine que uma fábrica chegou ao máximo de produtividade, mas que a demanda continua aumentando.
O dono da fábrica precisa investir num maquinário mais pesado para produzir mais, e assim lucrar mais.
Mas os engenheiros dizem que o piso da fábrica atual não suportará o novo maquinário.
Este empresário agora tem duas opções: pode desistir e se contentar com a produtividade atual ou pode fazer uma obra para fortalecer o piso.
A segunda opção é obviamente a mais satisfatória.
Todos querem crescer.
O crescimento envolve um desconforto, uma obra, talvez até alguns meses de produtividade menor para acomodar a transformação.
Mas depois o lucro aumentará.
Isto é, a pressão nos leva ao crescimento.
Em vez de reclamar do estresse, entenda que a vida está querendo levar você ao próximo nível.
Não se revolte contra os acontecimentos.
Aceite os desafios e flua junto com eles, sabendo que sairá fortalecido.
Se você não aproveita a pressão como oportunidade de crescimento, ela pode virar depressão.
Depressão é quando não há mais energia alguma, só o vazio, a ausência de luz.
Pressão nos faz crescer.
Depressão destrói.
Para não chegar à depressão, aproveite a pressão, pegue o impulso e revele o diamante que você foi criado para ser.
E se já estiver deprimido, para sair da escuridão, por mais que seja difícil, faça um esforço para sair para fora do seu eu e entrar em ação.
Comece, e gradualmente ficará cada vez mais fácil.


Shmuel Lemle

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Onde Nosso Trabalho Espiritual Acontece


Nossa tendência é viver no passado ou no futuro.

Há pessoas que vivem no passado, focadas em realizações anteriores ou atendo-se a traumas de infância – tanto, que sentem-se como se ainda estivessem vivenciando isso.

Outros vivem no futuro, uma existência em um tipo de terra dos sonhos, dizendo a todos o quanto serão grandiosos um dia, ou que realizações incríveis irão concretizar.

Os dois estados, passado e futuro, são simplesmente formas de escapar das responsabilidades do presente.

Não podemos nos tornar as pessoas que realmente precisamos ser se vivermos no passado ou no futuro, porque nosso trabalho espiritual acontece aqui neste exato instante.

Yehuda Berg

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estar Presente


Estar lá para as pessoas significa estar completamente disponível para elas: fisicamente, mentalmente, espiritualmente e também emocionalmente.
Por vezes pretendemos estar lá, mas em nossas mentes podemos estar pensando em tudo o que temos para fazer.
Pessoalmente, isto é um grande desafio para mim. Eu envio mensagens a cinco pessoas e escrevo um email enquanto tento ver um filme com a minha mulher e ela diz-me "Não podes estar presente enquanto fazes essas coisas todas de uma vez." Por mais que eu possa dizer-lhe que sim e que é possível, a verdade é que eu sei que não, e que não é possível.
Se queremos mesmo compartilhar, não nos podemos estar absorvido por outras coisas.

Yehuda Berg