A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O final do show

Conheci, certa vez, um jovem que encontrou a maior reserva de gás natural dos Estados Unidos.
Do dia para a noite, ele ficou tão absurdamente rico que não sabia mais o que fazer com si mesmo.
De repente, ele tinha todo o tempo e dinheiro do mundo para viver em festas e lhe parecia que não havia mais motivo para trabalhar.
Em pouco tempo, ele se viu rodeado de pessoas que faziam tudo para atender qualquer desejo que tivesse.
Assim, quando a bebida passou a controlá-lo, seus amigos não queriam que ele se cuidasse ou mudasse, porque isso significaria que eles também teriam que mudar.

Então, um dia, as autoridades encontraram seu barco vazio à deriva em Miami Beach.
Nunca o encontraram.

Assim, a pergunta é: Será que aquela riqueza era uma dádiva?
A resposta é não.
Não era uma dádiva.
Era um teste.

A maioria das coisas que recebemos neste mundo são testes, não dádivas.
A pergunta nunca é o que temos, mas o que vamos fazer com o que temos.

Até a escuridão que vivenciamos é um teste.
Em uma fração de segundo, tudo o que somos, tudo o que fizemos, tudo o que temos pode mudar.
Acidentes, ataques cardíacos, derrames...tudo que você possa imaginar.
Em um segundo, tudo o que pensamos que somos passa a ser nada.
A única coisa que permanece é o que fizemos.

No final do nosso show, quando formos lá Em Cima, poderemos dizer que o mundo se tornou um lugar melhor porque nós existimos?
Afetamos positivamente a vida de outras pessoas?
Utilizamos os momentos escuros e as dificuldades de nossa vida para nos ajudar a aumentarmos nossa certeza na Luz e nossa consciência?

Dedique uns instantes a pensar a respeito dos testes que você está enfrentando hoje e pense em três maneiras de utilizá-los para ajudá-lo em seu crescimento espiritual.

Por: Karen Berg

domingo, 15 de janeiro de 2017

Nossas vidas estão iluminando o mundo?

A finalidade de nosso trabalho espiritual é nada menos do que iluminar o mundo inteiro com a Luz do Criador.
Quão vasta e poderosa é esta missão - e nossos Sábios fornecem uma metáfora muito bonita para esclarecê-la.
Cada um de nós - dizem-nos os sábios - está convidado a restabelecer o acendimento da lâmpada no Templo Sagrado através de nossos próprios pensamentos e ações.
Cada um de nós é uma imagem reduzida do Templo, e a Luz do Criador está presente em nós, da mesma forma que estava no Antigo Edifício.
Este é um ensinamento muito importante, de tal forma que pode ser de grande ajuda para a nossa compreensão e perseverança em nosso trabalho espiritual.
É um ensinamento que devemos considerar como uma pergunta a fazer continuamente a nós mesmos.
Colocando de forma simples, a questão é:
"Estão nossas vidas iluminando o mundo?"

A fim de responder de forma afirmativa, é crucial compreender a natureza dupla da realidade, de acordo com a Sabedoria Cabalista.
Especificamente, todas as coisas positivas neste mundo têm em oposição um correspondente poder negativo.
Da mesma forma que as almas dos justos têm a missão de iluminar toda a criação, as forças da negatividade e o caos são encarregados da missão de ocultar a Luz do Criador, escurecendo desse modo o mundo.
As ferramentas da Sabedoria da Cabalá nos dão o poder de eliminar essa escuridão  

Nós devemos recordar que nossa tarefa de iluminação inclui não somente executar ações positivas, mas também eliminar as manifestações de caos e negatividade onde quer que nós as encontremos.
As forças negativas existem de maneiras muito tangíveis durante toda nossa vida. Simplesmente ignorá-las não é o suficiente.
Nós devemos nos opor a elas e derrotá-las com o mesmo nível da energia que elas dirigem contra nós.

Fazendo assim nós podemos verdadeiramente trazer a Luz ao mundo, tanto quanto alegria e satisfação para nossas próprias almas.

Por: Michael Berg

sábado, 14 de janeiro de 2017

A verdade sobre a falta

Nossa tendência é considerar ruins as áreas de nossa vida onde há falta de abundância.
Esse julgamento cria um bloqueio que nos impede de aproveitar a oportunidade e perceber que é justamente ali que devemos batalhar para obter mais.

Qualquer falta é simplesmente uma oportunidade de criar nossa plenitude.

Por: Yehuda Berg

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Meio período

Não existe espiritualidade por meio período.
Todos os momentos são espirituais.
Cada coisa, cada movimento, cada respiração tem o único propósito de aperfeiçoar nossas almas.

Por: Yehuda Berg

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Felicidade = A Luz é maior que o desafio

Como os kabalistas definem felicidade?
Felicidade é quando vemos que a Luz é maior do que o desafio.
E todos nós sabemos, por experiência própria, que certas situações podem ser muito difíceis, e por isso esse estado de consciência pode ser comparado a uma verdadeira montanha a escalar.
Mas, enquanto nos mantivermos nessa escalada – injetando o pensamento “Tenho certeza de que isso é bom para mim” – até a pior derrota pode se tornar uma vitória.

Por: Yehuda Berg

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Quando começamos a trilhar o caminho da espiritualidade, aprendemos coisas novas, sentimos coisas novas, nos tornamos mais engajados com a vida e vivenciamos momentos iluminadores, estimulantes, que nos dão energia.
Mas, às vezes, depois de praticar por algum tempo essas novas ferramentas espirituais que recebemos e de nos unirmos a uma comunidade de pessoas espiritualizadas, pode ser que acordemos um dia e percebamos que nos acomodamos de alguma maneira em uma rotina que cumprimos sem pensar muito a respeito.
Quando isso acontece, é difícil saber se fizemos algum progresso espiritual ou se estamos apenas fazendo as coisas e praticando nossa espiritualidade com a mesma consciência robótica da qual queríamos nos livrar antes de tudo.
No processo de trabalhar em direção a uma espiritualidade de longo prazo, como saber se nossas praticas se tornaram mecânicas e repetitivas?
Um ponto de referência é perceber que, se não somos diferentes do que éramos a seis meses ou um ano atrás, talvez estejamos mesmo acomodados numa rotina.
Uma prioridade em nossas vidas e corações deve ser um desejo honesto de nos levarmos a outro nível espiritual e de nos livrarmos do egoísmo, dos medos e das negatividades, que nos mantém atolados no pequeno mundo de nosso egoísmo.
Isso não significa que precisamos alcançar alguma evolução dramática em nós mesmos e nos tornarmos pessoas totalmente diferente em um dia.
Mas, se não tivermos caminhado para frente em nosso caminho espiritual para nos tornarmos um pouquinho melhores do que ontem, talvez estejamos desfrutando de nossa rotina, mas sem receber os plenos benefícios que nossa jornada espiritual tem a oferecer.
Contudo, esses benefícios exigem certa abertura combinada com trabalho interno e esforço espiritual, mas obter esses benefícios pode, às vezes, ser difícil e doloroso. Entretanto, se eles nos propiciam uma conexão mais profunda com a Luz Divina, com certeza valem cada grama do nosso esforço.

Por: Karen Berg

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Voz Interior

O Zohar ensina que não devemos dar ouvidos a palavras negativas.
Não devemos deixar que elas entrem direto no nosso cérebro e fiquem gravadas em nossa consciência.

Por exemplo, quando alguém nos conta uma história, é fácil concordar totalmente com a visão dessa pessoa, sem ouvir o outro lado.
O certo é falar:
"Tudo bem, mas agora eu gostaria de ouvir o que o outro tem a dizer".

Temos que ouvir nossa voz interior.
O Zohar ensina que temos duas vozes interiores: a voz do ego, que é racional e limitante, e a voz da alma, que não conhece limites e está aberta para todas as possibilidades.

A plenitude na vida vem de ouvir a voz da alma, e não dar ouvidos a palavras externas negativas nem à voz limitante do ego.

Por: Yehuda Berg