A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Segredo dos Segredos

Por que alguém que escaneia O Zohar, faz a oração do Ana Bekoach, medita nos 72 Nomes de Deus, compartilha, faz restrição de seu ego, vai ao Shabat, etc. e mesmo assim ainda continua tendo caos em sua vida?
Ela faz tudo isso, mas não faz o que a alma dela precisa fazer.

Todos nós temos um tikun especial.
Tem gente que vem a esse mundo como sendo sua maior missão tratar sua esposa com carinho e gentileza.
Ele pode fazer uma série de ações espirituais de valor, mas se ele não fizer isso (tratar sua esposa com carinho e gentileza) ele não terá cumprido seu Tikun e por isso o caos não pode ser retirado da vida dele.

Temos que saber e fazer nossa missão especial!
E será isso que irá remover o caos de nossas vidas,

Um dos segredos mais importantes do ano (de todos os anos) que o Grande Cabalista Rabi Avraham Azulai (o mesmo que descobriu os segredos da imortalidade, da água e do mikve) disse é que:
"...cada dia do Omer equivale a 8 dias de Tikun".

Isso significa que cada dia do Omer (que se inicia na noite de 23 de abril) equivale a 8 dias de dor, de sofrimento, de problemas, etc.
Então, se nós usarmos cada dia do Omer para nos transformar, tentando ser proativo o máximo possível e restringindo nosso ego, estaremos evitando 8 Dias de sofrimento em nossas vidas!
Agora façam as contas: o Omer tem 49 dias.
Multiplique 49 x 8 e o resultado é: 392!
Imagine: sua vida menos 392 dias de tikun.
392 Dias sem dor, sem caos e sem sofrimentos!
Esse é o poder do Omer!
49 dias de trabalho duro em cima do ego para retirar 392 dias de dor, caos e sofrimento!
Olhe para cada evento negativo e difícil nesses 49 dias do Omer com essa consciência, com esse pensamento de que esses testes são nossas oportunidades para removermos 392 dias de caos, dor, e sofrimento de nossas vidas.
As semanas do Omer terminam na festa cósmica conhecida como Shavuot - o dia da imortalidade!

Por: Shimon Ferreira

sábado, 5 de março de 2016

Vá por esse caminho

Talvez por ter nascido sob o último signo do Zodíaco, Peixes, Moisés tivesse pensado que poderia completar o Tikun dos israelitas, a correção deles, em nome deles.Sabia que se ele terminasse o trabalho, estaria terminado para sempre. Mas, o Criador lhe disse:” Moisés, toda pessoa precisa caminhar com seus próprios sapatos. Cada pessoa precisa lidar com a própria negatividade.”
Como é que sei que todos nós temos essa negatividade interna ? Porque estamos respirando. Se não estivéssemos respirando, já teríamos nos livrado de todos nossos traços de negatividade. Então, a pergunta é: Quanta negatividade permitimos que permaneça sendo uma parte de nós? Até que ponto a combatemos?
Essa é a luta a que nos referimos quando falamos sobre espiritualidade. E essa luta é a batalha em que cada um de nós precisa se engajar para nós mesmos e para o mundo inteiro, para que o mundo inteiro sobreviva e alcance sua correção final.

Karen Berg

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Superar a Escuridão

No nível de nossas almas, existe perfeição. Mas, neste mundo físico, não existe ninguém que seja completamente inteiro. Uma pessoa pode ter saúde, outra pode desfrutar de alegria, outra terá riqueza, e outra, poder. Mas em todo ser humano existe uma parte que contém escuridão. É essa escuridão que nos dá a oportunidade de realizar o que os kabalistas denominam nosso “tikun”- o processo de correção no qual podemos superar nossa parte negativa.
O Criador nunca prometeu que não teríamos problemas em nossas vidas. Nunca houve uma promessa de que a vida seria uma grande festa. Não foi para isso que encarnamos do jeito que somos. Encarnamos para que pudéssemos superar nossa escuridão e, por meio de nosso esforço, transformá-la em Luz para todos.


Karen Berg

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Sofrimento, o Bem e o Mal



Segundo a Cabalá, o sofrimento é parte da retificação do mundo (Ticun Olam).
Quando o mundo for retificado, não haverá sofrimento em nenhum nível.
Ao nos aproximarmos da revelação de Mashiach, o sofrimento aumenta, pois todas as centelhas caídas devem ser redimidas.
Quando as pessoas passam por situações difíceis, as retificações acontecem.
Para os cabalistas, toda a sua vida se justifica em função das correções que você precisa realizar ao longo de sua experiência existencial.
Mas o tempo é muitas vezes um obstáculo para se perceber a verdade.
Para a Cabalá, tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Pois cada coisa que a Luz do Mundo Infinito fez no mundo inferior foi determinada por um tempo fixo e um limite.
A Luz determinou um tempo para a claridade e um tempo para a escuridão.
Muitas vezes somos impedidos a perceber com clareza a lógica (muitas vezes não linear) desta relação de causa e efeito.
Não muito raramente podemos ser levados a questionar se realmente existe justiça no mundo.
Este “tempo” (intervalo) entre a causa e o efeito, que muitas vezes provoca uma (errada) impressão de caos é denominada de “exílio”.
O exílio vem a ser o encobrimento da Verdade Divina que é clara em outros níveis espirituais, mas que aqui no mundo físico parece encoberta pela C’lipah (Casca).
Elevar a percepção de modo a conseguir ver tanto o Mundo Revelado quando o Mundo Oculto equivale a “juntar as letras do Nome”
E como é isso?
A Cabalá interpreta que o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal representa a tentativa de reconciliar Daat Elyon, (a consciência objetiva, infinita), a perspectiva da Luz do Mundo Infinito sobre a realidade, que percebe todos os eventos que acontecem neste mundo como verdadeiramente bons, e Daat Tachton (a consciência inferior subjetiva, finita), a perspectiva do homem sobre a realidade que vivencia o mal, a dor e o sofrimento neste mundo.
Devemos ter a certeza de que tudo aquilo que a Luz Infinita faz é para o bem do indivíduo e para o bem geral.
Os sábios afirmam que o bem procede do Olam D'itgalia, o Mundo Revelado, ao passo que o mal vem do Olam D'itcassia, o Mundo Oculto.
O Mundo Oculto, representado pelas primeiras duas letras do Tetragrama, “yud” – “hei”, vem de uma origem mais elevada que o Mundo Revelado, representado pelas segundas duas letras, “vav” – “hei”.
Conforme nos ensina Rav Abuláfia, para o mestre, esse “juntar as letras do Nome” (conseguir ver tanto o Mundo Revelado quando o Mundo Oculto) aconteceria inevitavelmente em nossos dias.
Mas temos que nos esforçar para romper a C’lipah.
E uma das formas disto ser feito é por intermédio do desenvolvimento do espírito devocional.
O desenvolvimento do espírito devocional é o começo do processo espiritual denominado Ticun HaMidot (retificação das emoções).
Este é um trabalho fundamental, complexo, e difícil para a elevação espiritual deste mundo através do homem, e que depende e existe somente graças à capacidade de alteração da própria natureza emocional dele.
Este Ticun HaMidot é algo de um poder extraordinário que tem o poder de mudar o mundo, e poderá existir com qualidades infinitas e absolutamente espirituais na Era do Mashiach , ainda que em um estado material.
O Ticun possui o poder de determinar o fim de uma sentença, digo, sua anulação; pois o fim de algo é causado quando as relações dominantes (no corpo) deste algo são modificadas ao ponto de que o caráter formativo destas relações não mais opera de acordo com sua natureza original.
Mas o que precisamos fazer para realmente mudar e cumprir o nosso Ticun?
É vital nosso Avodat Hashem (o trabalho espiritual), pois em um mundo físico dominado pelo aumento progressivo de desordem, somente o trabalho espiritual com o devido espírito devocional (atributo de Keter) age como uma força contrária à degeneração do mundo, e que tanto adoça a severidade imposta nele, além de elevá-lo de forma a garantir que esta luta tenha como objetivo central o “renascer” do mundo, permitindo assim a vinda do Olam Habah (Mundo Vindouro, Consciência Ilimitada) de ilimitadas potencialidades.
A experiência do tempo somente pode existir em sua verdadeira grandeza quando a pessoa passa a ter o domínio deste tempo.
Quando o cabalista vivencia, por exemplo, o SHaBaht em seu potencial devocional mais elevado é como se estivesse aproximando o Olam HaBah para o mundo físico. De fato, a era do Mashiach representa um grau de união da criação com a Luz do Mundo Infinito que afetará toda a natureza, inclusive suas leis e dimensões, pois neste momento todos os dias serão SHaBaht.
Ou seja, todos os dias comportarão a tomada de consciência do tempo real.
No entanto, existe um outro momento além do SHaBaht no qual a união das leis e dimensões naturais são unificadas – este momento tão especial ocorre em Chanukah.
A realidade física é formada por dez dimensões.
Estas dez dimensões são como uma subdivisão de dimensões que se formam do Mundo Infinito até o mundo físico.
A Chanukiá (candelabro de nove braços, usado durante os oito dias do feriado judaico de Chanuká) contém nove velas (para nove dimensões); uma vez acessa, ela estabelece assim a décima que é a unificação do espaço-tempo.
Com isso, o símbolo máximo de Chanukah, as luzes milagrosas da Chanukiá, temos um portal de todas as realidades eternas da criação.
Isso quer dizer que neste portal unem-se não somente todas as dimensões da realidade, mas, além disso, elas todas em todos os tempos, digo, do passado, presente e futuro, como se a Or Ein Soph estivesse fisicamente “congelada” no tempo em que as luzes se acendem.
Injeta-se na consciência uma reflexão sobre o próprio Ticun e uma nova tomada de consciência se forma, permitindo a cada um de nos tornar-se mais e mais semelhante a Mashiach.
Quando contemplamos as velas de Chanukah e estabelecemos as kavanot (focos, intenções) necessárias, a alma se recorda, por assim dizer, de sua raiz na Santidade Divina, ou seja, em um reconhecimento de que ela mesma é uma parte de D’us, pois como aprendemos na tradição oral: a luz de Hashem é a alma do homem.
Fonte: Academia de Cabala

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tikun - Encontre sua Luz

Onde a Luz está escondida quando nos encontramos numa situação difícil criada por nós mesmos? 

A verdade é que estamos num jogo espiritual parecido com o do “esconde-esconde”. 
Nossa luz se esconde debaixo de nossa sujeira, por trás do nosso ego, e debaixo de nossa ira e depressão.

Quanto mais escavamos em nossa sujeira, mais Luz revelamos. 
Este é o conceito cabalístico da correção pessoal que chamamos de tikun. Significa que nós podemos reparar e corrigir qualquer aspecto de nós mesmos, nossa personalidade, nosso comportamento reativo, egoísta e que está bloqueado.
Podemos transformar nossa sujeira em um tesouro.
O primeiro lugar onde procurar esta sujeira está no que te impulsiona a interagir com as pessoas.
As características dos outros que nos incomodam são as mesmas características que não gostamos em nós mesmos.
Preste atenção no que te faz reagir de 0 a 10 segundo.
Reconheça que estas são as pistas para que você encontre sua Luz escondida.
Sai, sai, de onde quer que esteja!

A sabedoria da Cabala nos ensina que nossos traços negativos e egoístas podem se transformar em nossos maiores tesouros Quando transformados em virtudes! Então, olhemos para nós mesmos e observemos nossa sujeira.
Sujeira essa que deve virar o nosso tesouro, que deve ser transformada em Luz (energia) e atrair bênçãos incríveis e extraordinárias para nossas vidas, Se As Transformarmos.
Então, amando não só nossos talentos, como também nossos tesouros potenciais (nossa sujeira transformada), podemos até nos empolgar com o que somos no sentido de buscar nossa transformação mais rápido, na intenção de pegarmos logo o nosso tesouro!
Até porque essa é a melhor maneira de acabar com o incomodo de ficarmos vendo coisas "incomodas" nos outros.

Os outros são espelhos de nós mesmos.
O que nos incomodam nos outros são justamente as coisas que nos incomodam em nós mesmos, em algum nível ou de algum jeito.
Sei que isso as vezes não tem lógica, mas se observarmos mais atentamente como somos realmente veremos os defeitos de todos aqueles que nos cercam em nós mesmos.

Por: Yehuda Berg e Shimon Ferreira

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Empatia

Dói quando temos conflito com pessoas que amamos. 
Uma maneira de resolver isto é se colocar no sapato delas. 
Como elas vêem a situação? 
Qual é a dor que esta levando elas a este comportamento? 

Encontre uma maneira de entrar na mente delas - e coração - para que você possa criar “uma corda” com a alma delas.
Senão, serão apenas dois tikuns falando - sem ninguém ouvir.

Pense a respeito de uma pessoa com quem você está tendo um "problema". 
Você consegue se apagar da figura por alguns momentos e ver o lado delas?

Por: Yehuda Berg