A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Vida é continuidade

A vida que vivemos aqui neste mundo físico é simplesmente uma porta de passagem. Existe outra dimensão onde não precisamos deste recipiente, deste nosso corpo físico, porque a única coisa que existe ali é Luz. 
O que levamos para essa dimensão é a energia que criamos por meio de vidas bem vividas – o amor que compartilhamos com nossa família e amigos, a gentileza que estendemos a estranhos e a Luz espiritual que revelamos para todo o mundo quando conseguimos superar a negatividade dentro de nós e ao nosso redor.
A mortalidade existe, mas dentro dos limites de nossos cinco sentidos.
 
Nossa alma é energia infinita na forma mais pura, e não pode ser destruída.
Embora percebamos a existência da morte, há continuidade da vida na Luz do Criador, e cada momento aqui é uma oportunidade de nos conectarmos com essa continuidade, vivenciando, assim, um gostinho do sabor do Paraíso na Terra.
Por: Karen Berg

domingo, 22 de janeiro de 2017

Olhar Mal

No período de dez dias que vai do Ano Novo Judaico até o Dia do Perdão (Rosh Hashaná a Yom Kipur) os judeus e cabalistas oram intensamente para serem inscritos no Livro da Vida.
Rege a tradição que um grande Livro do Destino se abre neste período e nele se inscrevem os acontecimentos: quem viverá e quem morrerá; quem pela água, quem pelo fogo; quem pela espada (bala perdida), quem pela fome; quem pela tempestade, quem pela epidemia.

Mas vai aqui um grande mal-entendido universal: a vida nada tem a ver com destino.
Ficamos fascinados pelo destino achando que ele é a nossa história.
Muito pelo contrário: qualquer destino já decretado não é a nossa história, mas uma história.
A nossa história tem a ver com escolhas.
E é dessa responsabilidade que fala o tal Livro que se abre para todos e que expressam em rito os judeus neste momento de seu calendário.

Esse não é um livro das limitações (da Morte), mas das competências e incompetências (da Vida).
Nele se registram as capacidades e incapacidades de viver nossas próprias vidas.
E quando não vivemos nossa própria história, quando vivemos destinos, então experimentamos uma imagem de nós e do mundo distorcida.
São os ditos fantasmas.
São assombros de nós mesmos provenientes do mundo dos mortos — da vida não assumida, das oportunidades evadidas.
Infelizmente, poucas são as mortes por destino.
A maioria das mortes é por escolha.
Ou seja, raras são as mortes ditas por causas naturais.

Conta o Talmude que o sábio Rav resolveu fazer uma análise estatística de como as pessoas morrem. Há 18 séculos, empreendeu então uma visita ao cemitério, e através de sonhos descobriu a causa da morte dos que lá estavam enterrados.
Sua conclusão foi surpreendente.
Segundo o Rav, 99 entre cada 100 dos entrevistados morreram por conta de “Mau-Olhado” e apenas 1 em 100 por causas naturais.

Talvez devêssemos entender melhor esse responsável número um pela mortalidade humana. Normalmente pensamos no mau-olhado como um olhar invejoso do outro, mas essa é uma compreensão pequena do mau-olhado.
O mau-olhado é olhar mal.
Acho que Rav se referia a uma “má percepção” ou uma forma inapropriada de olhar para a vida.
Afinal, é mais fácil fazer da vida um destino do que olhá-la como uma infindável possibilidade de escolhas.
Sim, porque se a vida for destino, fico livre da responsabilidade de ter que vivê-la eu, bastando entrar nos trilhos do que já foi traçado.
Com o mau-olhado, explico meus fracassos e decepções por meio de limites — o outro me impede de viver ou eu não posso viver.
Mas este é em si o mau-olhado.
Não há verdadeiros limites na vida — o que não se pode abre tantas ou inúmeras possibilidades como o que se pode.
O limite na vida nunca é um beco sem saída, mas, como a definição de vida pressupõe, novas variáveis, novas possibilidades.
Por isso não existe destino na vida.
Porque mesmo que um caminho tenha que ser a única opção, mesmo que esta condição seja a única possibilidade, ainda assim podemos fazer essa opção de infinitas maneiras.

Inscrever-se no Livro da Vida não é garantia de estabilidade no emprego da existência.
É pedir pela grande bênção da vida que é a morte por causa natural.
Quem morre por causa natural é aquele que não fugiu da vida e de suas escolhas — sua morte jamais será prematura.

É só isso que se pede nesses dias: pede-se por um “bom olhar”.
Um olhar que esteja sempre desconfiado dos destinos, um olhar que se fixe nas opções que sempre existem na vida, por definição ou por “bom olhado”.

Por: Nilton Bonder

sábado, 21 de janeiro de 2017

Missão na Vida

Nas profundezas de sua alma, você sabe tudo que precisa fazer para alcançar transformação pessoal.

Ainda no útero, lhe foram mostrados os segredos do Universo, todas as suas experiências de vidas passadas, e principalmente os vários momentos de transformação que você necessita atingir durante sua vida.
Mas, para preservar seu livre arbítrio, um anjo apagou de sua memória tudo o que você ficou sabendo.

Crie a intenção de ter a força, a intuição e a coragem de se lembrar, reconhecer e abraçar todos os desafios que você veio a este mundo conquistar.
Peça para receber uma conscientização de sua missão na vida.

Por: Yehuda Berg

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A verdade é simples

A vida não é tão complexa como você acha que seja.
A verdade é sempre simples.
Destile suas questões.
Vá no coração das coisas.
Procure por soluções e respostas que estão na sua cara.

Por: Yehuda Berg

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Revelando verdades

Como escritor, sei que as palavras podem ter vários significados – e isso pode se tornar uma armadilha quando se trata de estudo espiritual.
Muitas vezes acontece isso com meus livros e com os escritos do meu pai.
Os alunos falam uns com os outros e dizem coisas do tipo:
“O Rav não quis dizer isso” ou “Acho que Yehuda estava tentando dizer outra coisa”.

Cada um de nós vê, escuta e entende as coisas com seus próprios filtros individuais.
É quase como se o mundo fosse um imenso espelho, no qual não enxergássemos nada além de nosso próprio reflexo.

Com tantas más interpretações possíveis, como podemos nos treinar de forma melhor para escutar a verdade?

Quando estamos pensando somente em nós mesmos, vemos as coisas apenas no que se referem a nós.
Somente quando escolhemos começar a pensar nos outros é que podemos começar a vislumbrar as coisas como elas realmente são.
Ao nos importarmos mais profundamente com aqueles ao nosso redor, e ao buscarmos formas de colocar suas necessidades à frente das nossas, merecemos ver um cenário muito mais amplo do que apenas o de nosso próprio umbigo.

Nosso ego e seus desejos interesseiros sempre nos distanciarão da verdade.

Quanto mais incluirmos os outros em nossa consciência, tanto mais nos distanciaremos do nosso ego e tanto maior será a revelação da verdade.

Por: Yehuda Berg

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Diga a verdade

É difícil dizer a verdade aos outros com amor.

Quando aparece uma oportunidade para confrontar alguém com a verdade, nos fechamos
Nossos corações aceleram e nossa adrenalina corre, só porque pensamos em dizer o que há em nossas mentes.
Sempre é mais fácil dizer as pessoas o que elas querem escutar.

É mais cômodo estar de acordo com alguém ainda que em nossos corações não estejamos de acordo.
O medo de dizer a verdade é um obstáculo que enfrentamos em nosso desejo de experimentar relações satisfatórias, honestas e amorosas.
Quando nos abstemos de dizer algo, esse algo nos separa da outra pessoa.
Hoje seja valente.
Abra sua boca quando você necessitar dizer a verdade.
Por: Yehuda Berg

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Não se trata de vc

No quadro com os 72 Nomes de Deus falta apenas uma letra do alfabeto hebraico, a letra Guimel.
Porque Guimel representa “gueava”, ou “orgulho”.
O orgulho toma conta da consciência de uma pessoa e da apreciação pela Luz em sua vida.
Há muitas pessoas que precisam lutar pelo sucesso, mas conseguem atingir uma boa posição, da mesma maneira que outras pessoas lutam, mas não atingem sucesso.
Qual a diferença entre esses dois tipos de pessoa?
Ambas têm o potencial do Criador em seu interior, mas algumas delas desejam obter sucesso para compartilhar com outros, enquanto as outras desejam o sucesso apenas para se sentirem bem consigo mesmas. 
Temos a escolha – ser uma Luz para o mundo ou ser uma Luz apenas para nós mesmos.

Em nosso caminho para o sucesso, deve haver um reconhecimento de que somente o poder da Luz nos permitirá atingir nosso objetivo.
Se estivermos seguindo um propósito mais elevado, apoiado pela Luz, seremos bem sucedidos.

Por: Karen Berg