A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Parashá Devarim

Parashá Devarim
 
“Yihav’há me diz: Vê! Comecei a dar em faces de ti Sichôn e sua terra. Começa a herdar, para herdar sua terra.”
(D’variym 2:31)
 
Como já dito nesta semana iniciamos o livro de Devarim, cuja conexão inicial representa a “sabedoria nas palavras”, elemento de essencial importância na vida do cabalista.
Também temos um Shabat diferente, o chamado Shabat Chazon (Shabat da Visão), onde, segundo os sábios da Cabalá, alguns cabalistas têm acesso à visão profética e com isso desenvolvem a centelha de Mashiach que existe potencialmente, dentro de cada um de nós.
Sabemos, segundo a Cabalá Contemplativa, que o Mashiach não é uma pessoa, e sim um nível de alma que se liga ao coletivo (Yechiydah).
Este nível de alma transforma cada um de nós em guerreiros, capazes de enfrentar os obstáculos inerentes ao autoconhecimento.
Esse autoconhecimento é representado em toda a narrativa da Torah, na forma da errância dos hebreus pelo deserto e suas “guerras”, que são reflexões sobre “guerras interiores” (uma transformação de alma).
Essa errância é o tempo necessário para que a alma busque uma adaptação ao caminho.
Todo o texto da Torah insiste sobre a duração anormal da errância dos hebreus. Sua temporada no deserto não era um acontecimento histórico normal, ditado pelas circunstâncias, mas uma espécie de propedêutica (curso introdutório), de aprendizagem da vida, da liberdade e da independência, sob o “olhar” da Luz Infinita, na rude escola de um isolamento prolongado no silencio do deserto.
Nesta porção da Torah são narradas as vitórias dos Bnê Yisrael e as sucessivas “batalhas” pelas quais teve que passar entes de entrar na Terra Prometida – alusão a necessidade de nos purificarmos de nossas próprias falhas antes de recebermos os fluxos da Yechiydah (Nível de Alma de Mashiach).
No entanto, para chegarmos a esse nível da alma devemos identificar as fontes de vivificação das clipot (forças de impureza) causada pelas quedas espirituais do ser humano ao longo de sua vida.
Precisamos remover as cascas para ter o direito ao acesso a Terra Prometida.
E o verdadeiro achdut (união) entre os mundos superiores e inferiores ocorre somente com a totalidade da alma vital tornando-se uma Merkavah (veículo) santificado para a Consciência Superior, somente então a vitalidade geral deste mundo, que constitui agora a Clipah Nogah, emergirá de sua impureza e, e ascenderá à santidade para ser uma residência para a Luz Infinita.
Esta elevação espiritual somente ocorre com a ascensão da energia vital do corpo e alma de cada pessoa que passa da Clipah Nogah, conforme explicado na Cabalá, para a Quedushat (santidade) através da Torah (Sabedoria Espiritual), mitzvot, orações, atos de bondade e diversas ferramentas contemplativas e de refinamento do caráter.
As “guerras” (os embates da alma) fazem o indivíduo desenvolver uma humildade característica da vida espiritual verdadeira..
Por isso mesmo a Terra Prometida só pode ser obtida por intermédio da guerra. Pois a “guerra” permite a quebra do comportamento iníquo, indolente, e ignorante. Para isso, o cabalista deve se afastar de tudo o que é condicional, relativo e mutável.
Uma vez que somente na eternidade é que a Luz Infinita é revelada. Pois, diante de tal “guerra”, o inimigo é sempre a subjetividade e a valorização das próprias impressões sobre os fatos, em detrimento da verdade objetiva.
É quando a sua personalidade torna-se maior que o objetivo a ser alcançado.
É quando os seus princípios particulares são colocados acima dos Princípios Superiores.
Pois, esses “inimigos” (que se nutrem do ego), se ocultam em tudo o que é subjetivo. Até mesmo a espiritualidade, se for construída por elementos da subjetividade, poderá despertar este lado negativo.
Aprendemos, segundo a Cabalá Contemplativa, que o mal não se conecta com a eternidade, pois, em suas imperfeições, existe uma negação verdadeira daquilo que é eterno, portanto, o mal sofre de uma insuficiência existencial e é por natureza passageiro.
Em outras palavras, o mal sofre de uma ausência intrínseca de vitalidade, salvo um pequeno resquício. Pois tudo que o mal pode gerar, até mesmo um suposto prazer e bem estar, é passageiro e frívolo.
O mal – mesmo lhe concedendo prazer, bem estar, e algum nível, mesmo que superficial, de conhecimento – é apenas temporário e frágil.
O bem, por sua vez reside no prazer para sempre, no bem estar permanente, constante e por natureza, eterno.
Mas para abrir mão dos prazeres passageiros é necessário iniciar uma “guerra” contra o ego e suas articulações maliciosas. O resultado final, caso o cabalista saia vitorioso, vem a ser a aquisição de uma das mais essenciais virtudes do caminho – a auto anulação.
Os sábios da Cabalá Contemplativa nos ensinam que no Shabat anterior a 09 de Av, nos é oferecida uma “visão” do Terceiro Templo – que será construído pelo Mashiach (Yechiydah).
Este é o chamado Shabat Chazon (“Shabat da Visão”).
Na porção da Torah que lemos neste Shabat, Mosheh detalha as vitoriosas batalhas contra Sichon, o rei Emori e contra Og (que é descrito no Midrash como um demônio) o rei de Bashan.
Como resultado destas batalhas foi conquistado o monte Chermon, ao norte de Yisrael.
 
“Nós nos voltamos e subimos pela estrada de Bashân. Og, rei de Bashân, sai ao nosso encontro, ele e todo o seu povo, para a guerra, em Édrei. Yihav’há me diz: Não estremeças diante dele; sim, Eu o dei a ti com todo o seu povo e sua terra. Faze-lhe como fizeste a Sichôn, rei do Emori, que habita em Cheshbôn.”
(D’variym 3:1-2)
 
A conquista do monte Chermon é considerada crucial para o advento do Mashiach. Mas qual é o mistério por trás desse código?
Este é o monte mais alto da região – uma alusão ao nível de Yechiydah na Árvore da Vida.
Depois de mencionar ente monte como parte da fronteira de Yisrael, a Torah descreve os outros nomes que outros povos dão a este monte:
 
“Os Sidonim clamam o Chermôn: Sirion, o Emori o clama: Senir.”
(D’variym 3:9)
 
Os cabalistas agregam ainda um outro nome a ele: Sion, que significa “uma marca”, “um sinal”, o “ponto culminante”.
Os sábios explicam que Senir significa “neve”, uma alusão à cor branca que simbolicamente está ligada ao atributo da misericórdia e pureza espiritual.
Este monte está coberto de neve todo o inverno, mais quando começa a derreter se transforma em um vigoroso fluxo de água que alimenta o mar da Galiléia e o rio Yarden.
Sendo assim, este monte serve como nutrição da água (Saberia Espiritual) para todos.
Vamos recordar que a raiz da palavra Chermon, em hebraico é cherem (chet-resh-mem), que significa anulação ou auto anulação.
As duas outras letras restantes que completam a palavra “chermon” são as letras vav e nun, “on”, que é uma terminação utilizada em hebraico para reduzir quantitativamente uma palavra.
O mistério consiste no fato de que a maior montanha da região ser chamada de “uma pequena auto anulação”.
A palavra cherem possui o valor da guematriah 248, que correspondem aos 248 preceitos positivos da Torah, que por sua vez estão relacionados à ideia de se fazer o que deve ser feito.
Este é também o valor da guematriah de Avraham a quem a sua auto anulação permitiu integrar o conhecimento da Luz Infinita ao seu próprio ser.
Este número é também o valor da guematriah da expressão “betzelem Elohiym” (a imagem de Elohiym).
Aprendemos que o cabalista deve ser um manancial, semelhante ao Criador, deve ser semelhante a Avraham, e essencialmente dotado de auto anulação.
 
Fonte: Academia de Cabala

15 de Av – Tu B´Av – Revelação de Luz


A inspiração para que tenhamos sorte, boas idéias e proteção tem uma relação com os dias, semanas e meses...
Suas energias facilitam ou trancam o fluir desta luz.
Estamos para finalizar um período de escuridão e começarmos um período de Luz.
Agora que sabemos sobre a dor, a escuridão, queremos a Luz!
E caminhamos para receber esta luz.
No dia 15 Av (Lua Cheia) - dia 15/16 de agosto é o dia de maior revelação de luz e principalmente, capacidade de recebermos esta luz.
E recebemos tanta luz que podemos nos direcionar na busca da União Perfeita - a busca da alma gêmea!

Finalizar um ciclo em nossa vida é acolher a destruição, a finalização e limpeza de energias, emoções, ligações e relações.
Mas finalizar é renovar.
Não temos como fugir destes períodos, mas precisamos aprender a ir fundo, perceber o mal que existe no mundo e em nós, que está nos invadindo.
 
Depois de tanta energia negativa, estaremos renovando a nossa capacidade de receber luz, a partir do dia 10 de Av (10 de agosto), o auge da energia positiva é no dia 15 de Av (15/16 de agosto), conhecido como TuB´Av,  dia do Amor, uma data do calendário cabalista que expressa a reunião das tribos, a Unificação - um dia de tremenda energia positiva.
O cosmos é energia, e toda energia esta sempre buscando o equilíbrio dinâmico, isto é a perfeição, como uma balança que esta sempre em movimento.
Ao recebermos energia podemos tomar a atitude mais sábia, sem excessos ou agressões, sem Guerra, pois é hora de fazer a “subida”, ascensão espiritual.
O dia 15 de Av representa esta subida espiritual.
Um sair da escuridão, um ponto final para o momento negativo.
No calendário cabalista o dia 15 é quando a lua está cheia (afinal, o calendário é lunar!).
E neste dia temos diversos acontecimentos positivos que marcam a memória do Tempo, tais como:
- Termino da morte das gerações que não iriam entrar na Terra Prometida, daquelas que deixaram o Egito.
- Permissão para que houvessem casamentos entre as tribos de Israel , isto por que haviam leis de partilha e a mistura desorganizaria a mesma.
- A tribo de Benjamim (Biniamin) é autorizada a voltar para a comunidade. Esta tribo representa o sétimo mês, mês de Libra, do casamento, do amor, da sociedade.

Cabalisticamente o dia 15 de Av tem a mesma importância do Yom Kippur, por sua energia tão positiva!
Este é o dia em que podemos sair de nossas tempestades emocionais para viver D'us  plenamente. 
Todo o dia 15 é quando a Lua recebe toda a luz do sol, o que dentro da cabala reflete a nossa capacidade de estar abertos para receber a luz.
A Lua é a representação de Malchut/Yesod e o sol de Zeir Anpin, a estrutura completa.
È neste dia que podemos abrir a nossa consciência para uma consciência de paz e liberdade, a consciência Messiânica.
Assim como Malchuth/Yesod é a representação da Mulher e Zeir Anpin é a representação do Homem, neste dia existe o encontro destas forças, o que proporciona encontros com a nossa alma gêmea.
 
Fonte: Escola de Kabbalah

O Preço...


Rav Berg diz que existe um “preço” para podermos nos conectar com a imensurável energia de Tu B´Av (15 de Av).
E o preço é nada mais do que justo:
“Amar ao próximo como a si mesmo.” ou
“Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado”.

Shmuel Lemle nos diz: “Tudo vem da Luz. Tudo é a Luz.”

Então quando alguém vem e nos agride ou faz algo que não gostamos significa que não é a pessoa que está ali, mas sim a Luz usando a pessoa para nos dar aquilo (um teste) que nossa alma precisa para aprender algo.
Se nós caímos na ilusão de que fulano que foi mal conosco e assim nos colocamos num estado de vítima nós então perdemos uma coisa: Perdemos a Luz que estava ali na situação; e “ganhamos” outra coisa: o universo planejará colocar uma situação (teste) mais difícil ainda num futuro próximo.
Que “bom” não?

Temos sempre que lembrar que não estamos nessa terra, nessa vida para brincar de “vida mansa” apenas.
Estamos nesse mundo principalmente para evoluirmos, sermos pessoas melhores e para isso necessitamos de “testes”! Se não vem testes para nossas vidas, nunca poderemos fazer o trabalho que pedimos ao criador para fazer, e consequentemente nunca poderemos ter o que tanto desejamos!

Se não fazemos por onde merecer, não poderemos receber.

Tu B´Av é um ótimo dia para relembrarmos e revisarmos sobre o que viemos fazer aqui nesse mundo!
De procurarmos saber o que nossa alma precisa aprender, porque são justamente essas lições, que nos levarão a merecer ter todos os nossos desejos e sonhos realizados.
E um bom ponto de partida para essa reflexão é procurar refletir sobre o porquê nós não temos felicidade e satisfação em alguma área especifica em nossa vida.

Só lembro que a energia “chave” desse dia de Tu B´Av é relacionamentos, então é um bom “assunto” para começar sua reflexão.
 
Por: Shimon Ferreira

Abrindo o canal de amor



Todos nós queremos amar e ser amados.
Existe uma lei espiritual importante que, quando compreendida e vivida, pode transformar o Amor em nossas vidas.
 
Primeiro, precisamos saber que a capacidade de amar e a qualidade do nosso amor são uma dádiva do Criador.

Segundo, quanto mais uma pessoa usa o amor que lhe é dado de forma positiva e com o objetivo de compartilhar, tanto mais amor lhe é dado para dividir.
Ao contrário, se usamos o amor que nos é dado de forma egoísta e negativa, então nossa capacidade de amar irá diminuir.

Este é um ensinamento poderoso que precisamos internalizar de verdade.
Devemos visualizar claramente os canais superiores de amor e nossa capacidade de abri-los ou fechá-los.

Antes que sejamos capazes de usar nossa capacidade de amar de forma egoísta ou negativa, devemos compreender que na verdade estamos influenciando o canal superior de amor, fazendo com que seu fluxo para nós diminua.
Pelo contrário, devemos procurar cada oportunidade de compartilhar nosso amor tanto quanto possível, compreendendo que quanto mais amor compartilhamos, tanto mais fazemos com que o canal superior de amor se abra e flua em nossa direção, cada vez mais, aumentando desta forma a capacidade e a qualidade do nosso amor.
É importante compreender que não só exercemos nossa própria capacidade de amar, mas também influenciamos a quantidade em que os canais de amor se abrirão ou fecharão para o mundo.
Cada vez que usamos nossa capacidade de amar de forma a compartilhar, também abrimos o canal de amor mais amplamente para o mundo inteiro.
E cada vez que usamos nosso amor de forma egoísta e negativa diminuímos o fluxo de amor no mundo, tornando mais difícil para os outros amar.
Uma coisa é certa sobre o mundo atual: não existe amor suficiente sendo compartilhado pelas pessoas, e precisamos compreender que todos nós somos responsáveis por isto.

Este é um ensinamento verdadeiramente surpreendente e belo.
Devemos ter o cuidado de não permitir que sua aparente simplicidade nos cegue para sua importância.
Se compreendermos e praticarmos este ensinamento, não só aumentaremos a quantidade e a qualidade de amor que temos em nossas vidas, como também a quantidade de amor que é revelada no mundo.

Michael Berg

Tratando como Bebês


O Yehuda Berg nos ensina que o segredo da vida (leia-se felicidade) é tratar as pessoas (todas elas, sem exceção) como se fossem bebezinhos.

Como é que nós tratamos um bebê?
Com amor e delicadeza (tolerância).
Nós damos amor e fazemos tudo pelo bebê sem esperarmos receber nada em troca!
E se nós queremos receber todas as bênçãos que o Criador deseja nos dar temos que procurar tratar as pessoas como se fossem “bebezinhos”.

Queria compartilhar uma reflexão minha sobre o ensinamento, “Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado”.

Quando comecei a meditar sobre esse ensinamento consegui compreender o porquê da negatividade que vinha acontecendo comigo no começo dessa semana (as pessoas sendo grossas comigo, me criticando sem razão, me dizendo que eu não merecia o que elas faziam por mim, etc.) e vi que eu em algum nível estava fazendo essas mesmas ações para alguma pessoa (não necessariamente para as mesmas pessoas que fizeram isso comigo).
Pensei: se alguém vem com intolerância para cima de mim é porque tive intolerância para com alguém!
Se alguém vem e me diz que não faço por onde merecer a ajuda dela, é porque de alguma forma disse isso pra alguém!
Se alguém me ignora sem eu ter feito nada para merecer isso é porque ando ignorando alguém que não merecia ser ignorado!
E etc.
Confesso que esses dias fiquei bem abalado com as pessoas, mas hoje olho pra “trás” e agradeço tudo que elas fizeram comigo porque me fizeram “abrir o olho” para o que eu estava fazendo com as pessoas!

Se nós não queremos ser ignorados então não podemos ignorar as pessoas.
Se nós não queremos ser diminuídos pelos outros, não devemos diminuir ninguém.
Se nós queremos ser tratados bem, temos que tratar todo mundo bem, porque se nós tratamos uma só pessoa mal, então estamos “encomendando” ao universo o seguinte pedido: “Por favor, manda uma pessoa que me trate mal, ok?”

Façam a seguinte reflexão:
Será que existem pessoas em nossas vidas que não andamos dando o valor que elas merecem?
Será que vemos pessoas que necessitam de algo e inventamos a gente inventa desculpas para não ajudá-las?

Falando por mim: quantas vezes eu estava de carro ou andando de pé e vi alguém com fome na rua e por estar ocupado, apressado ou sem comida ou dinheiro na hora resolvia passar direto como se na verdade isso não fosse “problema meu”? Muitas
E quantas pessoas eu classifico como “menos importantes” onde não procuro dar atenção ou não me sinto com desejo de tratá-las tão bem como trato alguém que classifico como “pessoas queridas”?
Muitas!

A verdade é que hoje, no mês de Leão desse ano, vejo que todas essas pessoas e oportunidades me foram dadas pela Luz para eu compartilhar algo com elas, e fazer por onde merecer receber minha vida feliz, merecer receber a realização dos meus maiores desejos e sonhos!
E eu Pedi e Perdi as oportunidades, ignorei e atropelei as oportunidades de ganhar Luz, as oportunidades de conseguir sair da minha Zona de Conforto e compartilhar amor, atenção, sorrisos, abraços e até o ouvido com as pessoas que precisavam daquilo que o Rav Berg mais repete: Dignidade Humana!

Quando perdemos a oportunidades de ajudar a suprir as necessidades do outros (dar dignidade a elas) a Luz irá nos imitar e também deixar de suprir as nossas.
A Luz apenas imita o que fazemos com o outro.

15 de Av, Tu B´Av é um dia extremamente poderoso.
Capaz de inclusive de mudar nosso DNA espiritual e nos tornarmos pessoas melhores para que então possamos ter melhores relacionamentos e inclusive merecer ter nossa alma gêmea.
E para quem é casal a energia de Tu B´Av tem o poder de trazer paixão e rejuvenescimento para o relacionamento, para deixar tão feliz e amoroso como se fossem os primeiros dias da relação.
Por isso apreciem e aproveitem essa energia única, que só acontece uma vez ao ano!

Algumas meditações para esse dia:
Dos 72 Nomes:
- Nome n° 12 – Amor incondicional
- Nome n° 28 – Almas gêmeas
- Nome n° 47 – Transformação Global – Dignidade humana

No Zohar podemos meditar na porção de Terumá – que tem o poder de atrair nossa alma gêmea e energia para o casamento e casais
Para quem tem o Zohar, a porção Terumá se encontra no volume 11.

Na oração do Ana Bekoach recitar/meditar especialmente a primeira linha – poder do amor incondicional e na segunda linha – poder de eliminarmos nosso sistema reativo – ego.

Lembrando que nesse dia o mundo espiritual estará “coladinho” com nosso mundo físico nos permitindo atrair qualquer Luz que estejamos precisando no momento: prosperidade, sabedoria, orientação, força positiva, saúde, cura, etc.

Qualquer meditação feita nesse dia vai ter um poder incrível!
Por isso, aproveitem!

Por: Shimon Ferreira

9 de Av : Tishá B'Av

É fácil deixar que nossos pensamentos e preocupações compliquem nossa vida.
Mas é preciso fazer muita força para ser simples. (Yehuda Berg)
 
Em 1492, no dia 9 de Av, Cristovão Colombo partiria em viagem rumo ao Novo Mundo, mas decidiu esperar o dia passar, já com a tripulação inteira no barco.
Partiram no dia 10 de Av, porque como todos os cabalistas experientes, Cristovão Colombo sabia que o dia 9 de Av era o dia mais negativo do ano.
 
Durante 24 horas, Tisha B’Av – o dia 9 do mês de Av (Leão), a força do caos recebe permissão para exercer total controle sobre o Universo.
Por esse motivo, fazemos jejum durante essas 24 horas, nos abstendo de comer e beber durante todo esse período..
Além disso, lemos o milenar Livro das Lamentações (Megilat Eicha), um texto cabalístico escrito pelo profeta Jeremias para contar a história da destruição do Templo Sagrado em Jerusalém.
A leitura do pergaminho serve como uma vacina contra a própria doença que causou a destruição.
Os cabalistas revelam que esse dia mais escuro é também o dia em que o Messias (Mashiach) nascerá.
O Messias não é uma pessoa que virá para nos salvar, mas um estado de consciência, em que a humanidade se verá livre de todas as formas de comportamento reativo.
 
Vamos saber um pouco mais sobre este dia tão negativo
 
9 de Av : Tishá B'Av
 
O dia 9 de Av é considerado "o dia mais negativo do ano" em função de diferentes acontecimentos, como a destruição dos dois Templos Sagrados, o início da expulsão dos judeus da Espanha em 1492 ("converter ou morrer") e, antes de tudo isso, a mentira dos 10 líderes que, às portas da Terra Prometida, condenaram os Bnei Israel a mais 40 anos de peregrinação pelo deserto.
Todo acontecimento é reflexo de uma ação passada, o que nos torna responsáveis pelas  nossas próprias bênçãos e maldições.
Assumir o seu próprio fardo (kaved) é o primeiro passo para que a Glória (Kavod) seja revelada (fardo e glória, em hebraico, compartilham as mesmas letras, por isso a associação).
Num dia 9 de Av o povo hebreu teve medo de lutar pelo que acreditava, a Terra Prometida, e deu ouvidos aos 10 líderes, mesmo após de ter presenciado inúmeros milagres.
No tempo dos Templos, apesar do cumprimento regular das mitsvót ("conexões"), a conduta entre os judeus não era adequada - processos contínuos e acumulativos de lashon hará ("malediscência") que chegaram ao seu ápice destrutivo, por duas vezes, em um 9 de Av.
O grande propósito de 9 de Av não é lamentar os erros do passado, mas ser capaz de transmutar a negatividade e o ódio gratuito presentes hoje em algo luminoso, por isso o Zohar estabelece o 9 de Av como o início da Era do Mashiach, algo que só será possível com um número cada vez maior de pessoas compartilhando a sabedoria da Cabalá.
9 de Av é um dia de jejum completo - nada de bebida ou comida das 18h do dia até às 18h do dia seguinte.
Também evitamos o banho e os cuidados cosméticos.
Calçados de couro são proibidos.
Na oração de Shacharit (serviço da manhã), omitimos a bênção "que provê todas as nossas necessidades".
Na refeição anterior ao jejum deve-se comer ovos (antídoto para energia de julgamento).
 
Tisha B´Av – O dia mais negativo do Ano começa na noite de 9 de Agosto até por do sol do dia 10 de Agosto

O Tisha B´Av é o dia mais negativo dos três meses negativos do ano.
Nestes meses, nós somos advertidos em não começar qualquer coisa nova mesmo nas Terças-feiras, que são considerados dias geralmente positivos.
A quantidade de Luz revelada poderia oprimirmo-nos como uma inundação, e como pode haver uma inundação de água, pode haver uma inundação de fogo.
 
De acordo com o Zohar, no mês de Av é um período perigoso por causa do nível elevado da energia transmitida durante esse período no Universo.
A energia propriamente dita não é negativa, mas sua força tremenda é mais do que nossos receptores podem suportar sem serem danificados.
Esta lei aplica-se ao mês inteiro com a exceção de um dia: Tu B´Av (dia dos namorados cabalístico).
No geral, nós começamos coisas novas até a metade do mês Lunar.

Durante a história, muitas guerras e eventos destrutivos ocorreram neste dia. Entretanto, onde há uma grande escuridão, lá estará um potencial enorme de revelar uma tremenda Luz.
Tudo depende de nossas ações.
Fazendo conexões Cabalísticas especificas em Tisha B´Av, nós podemos fazer exame de todas as ações negativas que podem nos acontecer (e no mundo) e transformá-las em tremendas bênçãos, invertendo o efeito negativo, no lugar de julgamentos, trazermos misericórdia e enormes bênçãos
 
Fonte: Academia de Cabala e Kabbalah Centre

Tudo bem, sem problemas


 
Tudo bem, sem problemas, se às vezes ficamos no escuro, sem enxergar, saber ou entender as coisas.
Mas não está tudo bem, sem problemas, quando esquecemos que tudo vai ficar bem.
 
Por: Yehuda Berg