A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


sábado, 24 de maio de 2014

Ciente de seus Deveres

Havia um rabino que era famoso por seu extraordinário poder de concentração. Quando ele estava imerso em seu estudo ou em suas Tefilót (rezas), ele não via nem escutava absolutamente nada do que acontecia ao seu redor.
Certa madrugada, quando o rabino estava imerso em seus estudos, seu pequeno bebê acordou assustado e começou a berrar.
Apesar de o berço estar muito próximo dele, a concentração era tanta que ele não escutou o filho chorando.
Os berros eram tão altos que o avô, que estava no andar superior da casa estudando, escutou.
Ele interrompeu seus estudos, desceu e acalmou o bebê.
Mais tarde, o avô repreendeu o pai do bebê:
- Filho, não importa o quão elevado sejam seus interesses espirituais ou o quão impressionante seja o seu nível de concentração nos estudos, você sempre deve escutar o choro de um filho.
Independente do nível espiritual que uma pessoa atinge, ela precisa estar ciente de seus deveres e necessita checar, o tempo inteiro, se está cumprindo suas obrigações na vida.
Rav Efraim Birbojm

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Oração Mais Perfeita do Mundo

Sobre como orar, qual o melhor rito e de que forma nossa boca deve colocar nossas palavras para o divino dentro de nós, nada melhor do que seguir o exemplo das sabedorias, dos iniciados e dos mestres, e responder contando uma parábola:

Conta-se que um rabino muito piedoso e afamado procurava aperfeiçoar sua forma de orar, e acreditava ter conseguido. Em sonhos, apareceu-lhe um anjo, e o rabino perguntou se a forma como orava era a mais perfeita para dirigir uma oração ao Criador. O anjo respondeu que sua oração era muito boa, mas que havia alguém cujas orações eram melhores.

Depois de acordar, o rabino resolveu aperfeiçoar sua forma de rezar. Colocou empenho nisso, procurando usar toda a sua “kavanah” no ritual da oração, na voz e na postura.

Algum tempo depois, o anjo tornou a aparecer em seu sonho, e ele perguntou novamente.
O mensageiro respondeu que havia ainda alguém cuja oração agradava mais ao Criador; e disse onde era a sinagoga na qual esse homem orava, revelando também o nome dessa pessoa.
Procurando melhorar sua forma de louvar o Criador, o rabino, assim que foi possível, viajou até a cidade mencionada e foi até a sinagoga, perguntando pela pessoa cujo nome recebera.
Porém, ninguém soube informar quem era.

No dia de Shabat, o rabino foi até a sinagoga, onde fez suas orações e continuou perguntando, até descobrir que de fato, havia um homem com aquele nome, e lhe indicaram um humilde pescador, nos fundos da sinagoga.

Depois das orações terminadas, o rabino foi até ele, apresentou-se e quis saber como ele orava. O pescador, de olhos baixos, respondeu:

- Ah, rabino, não sou uma pessoa estudada, nem tive a chance de aprender a ler. Então apenas sei as dez primeiras letras.

- Mas como você reza? – insistiu o rabino.

- Bem, rabino... Não aprendi as orações, então apenas fico repetindo as dez letras que sei, e peço ao Criador que as coloque na ordem que mais lhe seja agradável.

Só então o rabino, emocionado, entendeu o que o anjo lhe dissera.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Até para azar se precisa sorte.

Até para azar se precisa sorte.
As probabilidades do pior acontecer são muito pequenas, talvez impossíveis. 
Isto porque sempre poderia ser pior, salvo uma única situação. 
É sempre uma questão de reconhecermos quanta sorte tivemos em nosso azar. Aliás estas duas palavras — sorte e azar — são criações do ser humano para medir o quão longe ou próxima de nossa vontade passou a realidade. 
Como nossa vontade nem sempre é o melhor para nós, estas medidas são bastante imprecisas. 
Como então compreender o que nos acontece? 
Talvez o melhor que possamos medir é, de forma otimista, a sorte de nosso azar; e, de maneira pessimista, o azar de nossa sorte.
Por: Nilton Bonder

sábado, 17 de maio de 2014

Lag B'Omer

A caminho de Lag Baomer que se inicia hoje após as 18 horas, vamos rever a realidade em que vivemos, uma realidade espiritual, que nos chega trazendo confusões, descaminhos, desequilíbrios, desafios e mais desafios.
Numa dimensão não vista, o mal toma conta.
Obsessores, demônios, contra inteligência, satã, inimigos espirituais…. energias negativas.
Todos estes elementos são normalmente chamados de klipot!!
Todas elas existem onde a luz não existe, carregam o núcleo energético do desejo de querer para si. Consomem energia, tiram energia, nos carregam de desesperança e ilusão.
Nos colocam em uma vida em que somos presos a uma rotina não criativa, uma vida sem felicidade.
Toda vasilha (isto significa: nós) possui 2 energias, uma positiva , sagrada, com o desejo de iluminar (compartilhar) e outra negativa, impura, com o desejo de receber.
Esta energia pode estar em nossas entranhas mais profundas, ligadas a esta vida e a outras, ligada ao individuo e ao coletivo…
Carregamos tudo isto!
A questão é que vasilha se refere a tudo na criação, algo além de nós….existem forças negativas além de nós e que nos atingem ou que somos veículos destas energias.
Toda a energia negativa encontra uma casa, um canal através de nosso desejo de querer para si, através de nosso egoísmo ou negatividade…
Qualquer situação em que possa existir uma baixa de energia, humor ou ânimo pode se tornar uma porta para que o mal possa agir.
Quando o mal age mais forte?
Quando existe unidade ou construção de unidade.
Pois isto é Luz!
Lag Baomer é uma ilha de luz!
Muito mais do que isto…é uma verdadeira arma contra as Klipot.
A força negativa age independente da luz!
E está presente fortemente na terra.
O que alimenta o mal é a energia do desejo de querer para si, por isto que a perturbação que esta energia deixa é de forte egoísmo, queixa, vitimização, dor… que só contrai a pessoa.
Uma negatividade muito interna, íntima.
O sistema negativo é inteligente, possui e vive em mundos paralelos. Age de forma inteligente e com “alta tecnologia”.
Para a Cabala o poder da mente, da imaginação atrai o seu oposto….buscar a luz atrai a negatividade. Uma certa medida de negatividade é necessária para haver movimento.
O importante é buscarmos integrar – unir e não separar.
A tendência do mal é separar…a nossa tendência é separar.
Quando estamos sob sua força fazemos as escolhas Erradas!
Escolhemos pelo que vai dar ilusoriamente certo, mas é o errado, escolhemos errado….escolhemos pela desilusão, pela infelicidade, ou pela felicidade instantânea.
Temporária.
As origens do mal estão plantadas em nós mesmos, em nossas energias mais primitivas, longe de nossa consciência, ganham nomes e imagens de demônios, dragões e etc….
Existe uma dimensão espiritual que o mal, a negatividade não existe, é o resultado da integração.
O mundo nosso é que é dual.
E quando percebemos esta dualidade, estamos vivendo o bem…e o mal….
Estamos fragmentados…na verdade separado do bem, da luz!
O mal é o sistema destrutivo, sendo aquilo que não nos permite evoluir internamente, transformar nosso ser.
A cabala nos mostra que existe um sistema, um nível de consciência em que podemos vencer o mal!!!
É através da coluna central.
Sua vivência e experiência pode nos elevar a dimensão de zeir anpin, isto é, a dimensão dos aspectos emocionais divinos (poderes e qualidades divina) e elevar a consciência.
É como tocar numa força espiritual que traz toda a transformação que necessitamos.
A força e influência para todo o universo.
Existem muitas forças que combatem os que podem ligar a coluna do meio, os que podem chegar em tifereth, aqueles que ficam e desejam se aproximar de D´us, da luz.
Por isto se faz muito importante, que nesta caminhada espiritual cada um saiba como se proteger e acabar com o mal.
Fonte: Escola de Kabbalah de Porto Alegre

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Próprio

Amor próprio, respeito próprio, valor próprio.

Há uma razão pela qual contém a palavra "próprio”.

Não podemos encontrá-los em nenhuma outra pessoa. 
Precisam ser encontrados dentro de nós mesmos.

Por: Yehuda Berg

terça-feira, 13 de maio de 2014

Amor

Somos movidos pelo amor.
Nascemos e, desde então, nossas questões giram em torno do amor dos pais e de como obter amor dos outros.
Vem a fase da maturidade sexual, e o amor é a principal fonte de energia.
Os sonhos acordados, os telefonemas intermináveis e a mágica das conquistas preenchem a vida.
Segue-se o amor aos frutos de nossas relações, ao cônjuge ou amante, aos filhos e netos. 
O ser humano não sabe o que fazer do seu tempo se lhe roubam a capacidade ao amor.
Pare e pense.
Não há gratificação que a riqueza, a comida ou mesmo a saúde possam trazer se nelas não existir a experiência profunda do amor.
Faça um balanço do quanto a sua vida está neste instante embebida em amores para saber o quão parecido ou distinto é seu mundo de um sepulcro.
Por: Nilton Bonder

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mudança de Padrão

Para os kabalistas, um padrão destrutivo é um processo que não nos traz alegria duradoura.

Para alguns de nós, esse padrão pode ser comer excessivamente, enquanto que para outros pode significar afastar o amor. 
Seja qual for o caso, abrir mão de um padrão de comportamento prejudicial e adotar outro mais saudável em seu lugar pode ser mais simples do que parece.

Faça uma mudança positiva apenas uma vez, e terá vencido metade da batalha. Faça uma mudança positiva duas vezes e terá criado um novo padrão.

Yehuda Berg