A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


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domingo, 16 de junho de 2019

Lições a aprender

Todos nós somos tanto professores como alunos e tudo que acontece em nossa vida é para nos ensinar e não para ensinar outra pessoa.
Sim, os outros têm seu próprio trabalho a realizar, seu próprio aprendizado, sua própria experiência.
Mas, eles não estariam em nossas vivências se não fosse devido às lições que precisamos aprender por meio de nossas interações com eles.

Por: Karen Berg

sexta-feira, 4 de março de 2016

Compartilhar o aprendizado

Quando ingressamos no caminho espiritual, a evolução e o refinamento de nossa consciência se torna uma meta.
Mas precisamos compreender, que não há sentido em crescer sem ajudar as pessoas à nossa volta a crescerem também.
É importante sempre buscar compartilhar o aprendizado e a sabedoria com o próximo.
Do contrário caímos na armadilha do desejo de receber para si mesmo.
O grande mérito espiritual não está apenas em nos refinarmos, mas em refinar tudo à nossa volta.
A melhor forma, é sermos o exemplo desse refinamento e estarmos sempre dispostos a levar isso a quem precise.
O outro não está separado de nós, este é o princípio da Unicidade.
Nesta semana compartilhe o seu aprendizado.
Este é o segredo de uma vida plena e significativa.
Reflita como fazer disso a sua realidade.

Por: Yehuda Berg 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Aprender a partir do medo


A maioria de nós tem medo. Tememos a morte, porque sabemos que ainda não terminamos o que viemos fazer aqui, e que não teremos outra oportunidade de realizar uma determinada ação ou fazer uma determinada correção.
Temos medos injustificados – medo de voar ou medo de altura, por exemplo. Também temos medos justificados. Um medo justificado é algo baseado em uma experiência direta nesta vida, tal como ter sido mordido por um cão. Mas mesmo a mordida do cão ocorreu para nos ensinar uma lição devido a algo que fizemos a alguém ou alguma injustiça que causamos.
Assim, em sua essência, todos os nossos medos, pesadelos e ansiedades têm uma causa que não nos é apresentada nesta vida. Eles representam uma barreira que precisamos superar para realizar nosso propósito.


Karen Berg

sábado, 26 de abril de 2014

Duas Lições

Depois da Segunda Guerra Mundial, a situação econômica dos judeus da Europa ainda era muito difícil.
Pessach estava chegando e os judeus não tinham condições nem mesmo de trazer farinha para as Matzót.
Com muito esforço, o Skoliner Rebe conseguiu uma quantidade muito limitada de farinha.
Ele definiu que, para que todos pudessem cumprir a Mitzvá (mandamento/conexão), somente seria permitido que cada família recebesse 3 Matzót, e esta regra valeria para todos, inclusive para os grandes rabinos que viviam na cidade.
Porém, alguns dias antes de Pessach, o filho do Rebe de Vizhnitz veio procurar o Skoliner Rebe e disse:
- Rebe, trago uma mensagem do meu pai. Ele disse que necessita de 6 Matzót para Pessach.
O Skoliner Rebe achou que se tratava de um engano.
Ele havia deixado claro para todos que, sem exceção, cada um receberia apenas 3 Matzót.
Mas o filho do Rebe de Vizhnit estava irredutível, e disse que tinha ordens do pai de não sair de lá sem levar as 6 Matzót. O Skoliner Rebe, ao ver que não teria alternativa, acabou entregando as 6 Matzót, mas ficou muito incomodado com aquela situação.
Na véspera de Pessach, alguém bateu na porta do Skoliner Rebe. Era novamente o filho do Rebe de Vizhnitz, trazendo na mão 3 Matzót.
Ele falou que seu pai havia pedido para que ele devolvesse aquelas 3 Matzót, atitude que deixou o Skoliner Rebe surpreso, sem entender o que estava acontecendo.
O filho do Rebe de Vizhnitz abriu um enorme sorriso e explicou:
- Rebe, meu pai conhece a sua extrema bondade e misericórdia. Ele teve medo que você dividiria as poucas Matzót que tinha com todos da cidade e acabaria ficando sem nenhuma. Por isso ele pediu inicialmente 6 Matzót, para ter certeza que sobrariam pelo menos 3 para você
Há duas incríveis lições nesta história.
A primeira é o gigantesco potencial de bondade que tem o ser humano.
A segunda é a forma que o Rebe de Vizhnitz fez a Mitzvá.
Por que ele não foi pessoalmente pedir as Matzót ao Skoliner Rebe, preferindo mandar seu filho no lugar?
Pois ele queria aproveitar a oportunidade de Pessach para ensinar ao filho como se comportar com bondade e com preocupação ao próximo, de maneira que o filho nunca mais esqueceria a lição. Este é um dos principais objetivos de Pessach, e em especial a noite do Seder: transmitir os valores da Torá para as futuras gerações.

Por: Rav Efraim Birbojm

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aprendendo a Lição

Certa vez, enquanto o rei Davi estava caminhando, um homem chamado Cosbi o abordou e começou a xingá-lo. 
Todos os homens de Davi correram para matar o homem. 
No entanto, antes que eles pudessem tocar em Cosbi, o rei Davi os impediu e disse: 
“Se ele está me xingando, então eu mereço ser xingado”. 
Em outras palavras, ao invés de culpar a situação, Davi imediatamente se perguntou o que poderia ter feito para ter atraído aquela situação.

Para nós, esse é um ensinamento poderoso; quando alguma coisa acontece em nossas vidas e sentimos que estamos sendo criticados, devemos olhar para o que podemos aprender com a situação ao invés de automaticamente assumir que a outra pessoa está errada ou procurar formas de revidar para ficarmos quites com ela.
Precisamos nos perguntar: o que é que a Luz está me ensinando através dessa pessoa?
O que posso aprender com essa situação para me tornar mais forte internamente?

Quando alguém nos ofende ou faz alguma coisa difícil ou dolorosa de aceitar, precisamos chegar ao ponto de perguntar: por que mereci isso? Sei que mereci, do contrário isso não teria acontecido.
Será possível que isto esteja acontecendo para me tornar mais forte, para me fazer escutar melhor, para me tornar mais atencioso?

Por: Yehuda Berg