A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Causa e Efeito

A cabala ensina a conexão de causa e efeito das nossas fontes espirituais.
Essas fontes se conectam de acordo com regras constantes e absolutas, visando um objetivo mais elevado: a compreensão sobre o Criador por parte de todas as Suas criaturas existentes no mundo.
De acordo com a cabala, tanto o ser humano como um todo, como cada indivíduo, tem que alcançar seu ponto mais alto de entendimento sobre o objetivo e o programa da criação em toda a sua plenitude.
Em cada geração, há pessoas que, através de trabalho pessoal constante, alcançam um determinado nível espiritual.
Em outras palavras, ao subir a escada, conseguem atingir o topo.
Qualquer objeto material – desde o mundo micro ao macro e suas ações – é controlado por forças espirituais que permeiam todo o nosso universo.
Isso pode ser representado como se o universo estivesse sobre uma rede, trançada com essas forças.
Como exemplo vamos pegar o menor organismo vivo, cujo único objetivo é sustentar sua existência por um tempo longo o suficiente para procriar a geração seguinte. Quantas forças e sistemas complexos funcionam nesse organismo!
E quantos desses sistemas o olhar humano e sua experiência limitada deixam de perceber.
Multiplique essas forças pelo vasto número de criaturas vivas que já existiram no nosso mundo – isto é, o Universo e os mundos espirituais – e teremos apenas uma vaga e remota idéia do número de ligações e forças espirituais que nos controlam.
A grande variedade de forças espirituais pode ser imaginada como dois sistemas iguais e interconectados. A única diferença entre eles é que o primeiro sistema vem do Criador e desce através de todos os mundos até alcançar o nosso.
O segundo vem do nosso mundo e percorre todo o caminho para o alto, de acordo com as regras já desenvolvidas e elaboradas no primeiro sistema.
O primeiro sistema é chamado na cabala “A Ordem da Criação dos Mundos e do Espírito”.
O segundo é chamado “Compreensão ou Passos de Profecia e de Espírito”.
O segundo sistema supõe que aqueles que desejam atingir o topo terão que agir de acordo com as leis do primeiro sistema, e é exatamente isto que se estuda na cabala.
No entanto, no mundo espiritual, o principal fator de descoberta e compreensão não é o tempo, mas sim a pureza de espírito, pensamento e desejo.
No mundo material, existem muitas forças e fenômenos que não sentimos diretamente. Por exemplo, eletricidade, ondas magnéticas, etc. O efeito de suas ações, seus nomes, são familiares até para as crianças. Muito embora nosso conhecimento sobre eletricidade seja limitado, aprendemos a usar este fenômeno para algumas de nossas necessidades.
Denominamos esse fenômeno tão naturalmente quanto falamos de pão e açúcar.
Da mesma forma, todos os nomes na cabala parecem dar uma noção real (material) ao objeto espiritual. Mas se pensarmos sobre isso, não são só sobre os objetos espirituais que não temos idéia.
Não temos noção sobre o Próprio Criador, assim como não temos uma noção real de qualquer objeto, mesmo aquele que sentimos com nossas próprias mãos.
O caso é que não sentimos o objeto em si mas sim nossa reação à sua ação e influência. Essas reações nos dão o que parece ser conhecimento, embora o objeto em si, sua essência, permaneça oculta. Mais do que isso, não podemos sequer compreender a nós mesmos!
Tudo o que sabemos sobre nós provém apenas de ações e reações..
A ciência, como instrumento de pesquisa do mundo está dividida em duas partes: o estudo das propriedades da matéria e o estudo da sua forma. Em outras palavras, não há nada no universo que não consista de matéria e forma. Por exemplo, se pegarmos uma mesa como uma combinação de matéria e forma, então a matéria é a madeira e o móvel é a forma, o formato da mesa.
Outro exemplo pode ser a palavra mentiroso, onde a matéria é o corpo do homem que carrega a forma, a mentira.
A parte da ciência que lida com o estudo da matéria baseia-se em experimentos.
Com base nesses experimentos científicos, conclusões são tiradas.
No entanto, a parte da ciência que estuda a forma sem qualquer conexão com a matéria, especialmente aquelas formas que nunca foram ligadas a alguma matéria (por exemplo, comunismo como um ideal!) não pode se basear em experimentos.
Isto porque não existe nada que seja forma sem matéria no nosso mundo.
A separação da forma da matéria é possível apenas na nossa imaginação.
Logo, todas as nossas conclusões nesse caso são baseadas apenas em premissas teóricas. Todo o campo da alta filosofia pertence a essa categoria de ciência e a humanidade tem sofrido frequentemente por causa de suas conclusões infundadas. A maioria dos cientistas contemporâneos voltaram as costas para este método de estudo, já que não existe absolutamente qualquer certeza sobre a validade das conclusões.
Ao explorar o mundo espiritual, o próprio homem na verdade descobre que seus próprios sentimentos são apenas desejos do alto para que ele se sinta desta forma.
Ele sente esse mundo espiritual como um objeto existente separado e não como parte do Criador, enquanto todo o mundo circundante é apenas uma ilusão da ação das forças espirituais sobre nós.
Vou esclarecer esse pensamento com um exemplo:
“Era uma vez um pobre homem que vivia em uma pequena aldeia. Ele possuía uma carroça com dois cavalos, uma casa e uma família. De repente, uma onda de infortúnio se abateu sobre ele. Os cavalos se feriram, sua esposa e filhos morreram, a casa caiu, e por causa da sua dor, ele morreu logo depois. E então, uma decisão foi tomada em seguida nas cortes superiores, sobre como compensar uma alma que havia sofrido por tanto tempo e assegurar sua felicidade. Eles decidiram dar-lhe o sentimento de estar vivo, de possuir uma família consigo, sua casa e seus bons cavalos. Eles o fizeram sentir-se satisfeito com seu trabalho e com sua vida.
Esses sentimentos podem ser interpretados exatamente como nos sentimos em um sonho, quando o que ocorre conosco em um sonho parece bem real. São apenas os nossos sentimentos que criam a figura do nosso entorno. E então, como podemos distinguir ilusão de realidade...
A Kabbalah, como uma ciência do mundo, também se divide entre o estudo da matéria e da forma. No entanto, ela possui uma qualidade marcante que demonstra sua superioridade sobre os outros métodos científicos. A sua parte que lida com o estudo da forma sem matéria é totalmente baseada em controle experimental e conseqüentemente pode ser verificada e testada!
O Kabbalista, tendo alcançado o nível espiritual do objeto estudado, recebe todas as suas qualidades em si mesmo. Desta forma, dentro de si, ele sente um entendimento completo e pode lidar de forma prática com diferentes tipos de formas antes da sua incorporação material.
É como se ele estivesse olhando todas as nossas ilusões como um observador externo!
A Kabbalah, assim como qualquer outra ciência, utiliza certos símbolos e terminologias para descrever objetos e ações. A força espiritual, o mundo, a sefirá, são chamados pelo mesmo nome que usamos para o mesmo objeto controlado por essa força em nosso mundo. Uma vez que todo objeto ou força material possui um respectivo objeto ou força espiritual que controla suas ações, existe uma “correspondência” completamente acurada entre o nome dado no mundo material e sua raiz espiritual – a fonte. Logo, dar nome a um objeto espiritual é possível apenas para um Kabbalista que tenha ele próprio alcançado um altíssimo nível de revelação.
Ele terá alcançado o nível do próprio objeto espiritual e enxerga como ele afeta e influencia nosso mundo.
Os Kabbalistas escrevem seus livros e passam seu conhecimento usando essa linguagem.
Essa linguagem é extremamente precisa.
Ela se baseia na fonte espiritual do objeto material e não pode mudar.
A ligação entre o objeto e sua fonte espiritual é imutável.
Isso é bem diferente do nosso uso corriqueiro da linguagem.
Nosso idioma terreno, de todo dia, está gradualmente perdendo sua acuracidade, já que está ligado apenas à forma exterior.
Um entendimento básico simples da linguagem não basta.
Mesmo que saibamos o nome de algum objeto material inferior, ainda não conseguiremos compreender sua forma espiritual mais elevada. Somente se conhecermos a forma espiritual poderemos compreender e ver sua implementação material, “a ramificação”.
Isso nos leva à seguinte conclusão: primeiro, é essencial entender a fonte espiritual do objeto material.
Temos que conhecer sua natureza e propriedades.
Só então podemos passar para sua ramificação em nosso mundo e estudar sua interação. Esta é a única maneira para o entendimento verdadeiro da linguagem da Kabbalah.
No entanto, surge uma questão natural.
Como pode um iniciante dominar essa ciência quando não pode nem mesmo entender adequadamente seu mestre/professor?
A resposta é muito simples.
Isto só é possível quando nos elevamos espiritualmente acima deste mundo.
Só é possível se nos livrarmos de todos os vestígios de egoísmo material e aceitarmos os valores espirituais como únicos.
Só o anseio e a paixão pelo espiritual no nosso mundo – essa é a chave para o mundo mais elevado.

Por Yehuda Berg

terça-feira, 5 de abril de 2016

Somos totalmente dependentes do Criador

Alunos perguntaram a Rabi Shimon bar Yochai:
- Por que o Criador fez o maná cair do céu diariamente em vez de fazer com que ele chovesse somente uma vez por ano, dando sustento ao povo para um ano inteiro?
- Vou explicar com uma parábola - respondeu Rabi Shimon.

Um rei sustentava seu filho dando a ele uma pensão que o provia por um ano inteiro.
Por isso, o príncipe só vinha visitar o pai uma vez por ano, no dia que o dinheiro acabava.
O pai decidiu mudar de método.
Resolveu dar ao filho somente uma pequena quantia, que cobrisse os gastos de um dia.
Daí em diante, o filho passou a visitar o pai todos os dias.

De forma semelhante, o Criador forneceu comida aos israelitas para um dia só.
O pai da família ficava preocupado: "Pode ser que não caia maná amanhã e meus filhos sintam fome."
Consequentemente, os israelitas direcionavam constantemente seus pensamentos aos céus.
É importante ter essa consciência da maná, de que somos totalmente dependentes do Criador para nosso sustento e para tudo.
A Luz do Criador é a fonte da vida, e precisamos nos agarrar desesperadamente à Árvore da Vida.

Ensinamentos da Cabala por Shmuel Lemle

segunda-feira, 28 de março de 2016

O poder da oração


Dizem que Deus não se importa com nossas orações – afinal, Deus nos ama incondicionalmente, certo? Deus não “precisa” de nós. Ele não exige que compareçamos e façamos todas as nossas conexões espirituais, que utilizemos todas as nossas ferramentas espirituais. O único motivo de nos dedicarmos ao nosso crescimento, se deve ao fato de que somos nós que precisamos do Criador, somos nós que precisamos de um processo que permita à negatividade se equilibrar. Mas a única maneira de encontrarmos equilíbrio em qualquer coisa é por meio de algum tipo de esforço.
Se quisermos ter músculos mais fortes, precisamos exercitá-los. Se quisermos ter mentes mais claras, precisamos ler, jogar xadrez ou fazer outras coisas para focar meus pensamentos. Pois é, da mesma forma, se quisermos ser mais espiritualizados, precisamos utilizar ferramentas espirituais para fazer com que isso aconteça. E, sim, sentar-se e rezar é importante. Mas, o que é ainda mais importante é como tratamos nossos empregados, nossas mães, nossos primos, nossas esposas, nossos maridos ou nossos amigos, depois de rezar. Se não pudermos tratar os demais com dignidade humana, podemos rezar o dia todo, mas isso não nos tornará espiritualizados.

Karen Berg

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Amizade Verdadeira

Muitos de nós temos pessoas em nossas vidas as quais nos preocupamos e os ajudamos – quando podemos.
Mas a questão da verdadeira amizade é: os problemas dessa pessoa são mais importantes para mim do que os meus próprios problemas?
Quando ambos vivem as mesmas carências ou necessidades, procuramos preencher a carência e a necessidade do outro antes mesmo de preencher as nossas?
Quando a resposta é sim, nós temos uma amizade verdadeira.

Quando uma pessoa atinge um relacionamento com outra neste último nível, ele pode remover o julgamento e criar imensas bênçãos para ambas as vidas.
A explicação disso é que a maneira como agimos com os outros, é como a Luz do Criador age conosco.
Quando em nossas mentes e corações, nós estamos dispostos a deixar tudo o que estamos batalhando para cuidar das necessidades de nosso amigo numa constante, então também O Criador deixa tudo para cuidar das nossas necessidades.
Assim como é abaixo, é acima.

Quando você olha para sua vida, você consegue identificar uma amizade como esta?
Se não, então trabalhe para desenvolver este nível de falta de interesse próprio e cuidado em você.
Saiba que quando você desenvolve uma ligação tão forte com outro ser humano, você remove o julgamento e convida uma tremenda fonte de Luz e bênçãos em sua vida.
Que todos possamos merecer uma amizade verdadeira!

Por: Michael Berg

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Tudo que o Criador faz é para o nosso bem


Há um principio cabalístico que diz: 
“Não Importa o que Aconteça, Nós Devemos Aceitar com Serenidade e Alegria. “
Ou como o Talmud ensina: 
“Tudo que o Criador faz é para o nosso bem.” 

Mas será que temos que alargar um sorriso quando o caos desaba em nossas vidas? 
A “receita” nem é a passividade como também não é o soltar fogos quando alguma coisa ruim acontece. 
A fórmula é a consciência.
Com nossa consciência podemos “adoçar” o que são chamados de julgamentos, e transformá-los em misericórdia. 
Com uma consciência de serenidade e alegria, nós realmente podemos transformar situações negativas em positivas. 
A consciência cria a realidade. 
Deus criou a primeira realidade, e nos tornando como Deus, podemos criar a nossa realidade também. 
Nada acontece sem uma causa espiritual, e a causa espiritual de uma situação negativa é o julgamento. 
Isso não significa que existe alguém que está sendo nosso juiz. 
O julgamento é uma energia criada por nós mesmos. 
Mudando nossa consciência à serenidade e à alegria nós literalmente transmutamos a energia negativa em positiva.

Como você pode saber se a ação que você está fazendo está revelando a Luz e a Imortalidade? 
Há sempre um teste simples. 
Antes de toda ação, pergunte-se qual é o pensamento, a causa, a consciência atrás da ação. 
Se você estiver reagindo a um sentimento ou estiver cumprindo um desejo do ego, se a finalidade do desejo for promover o ego, se for somente para si mesmo, então essa ação o afasta da Luz e da Imortalidade. 
Se a ação estiver vindo de sentimento de compartilhar, de doar, revela Luz, é claro, e move para mais perto da Imortalidade. 
Lembre-se sempre desse ensinamento, o adversário tentará te enganar às vezes.
Mas se nós formos verdadeiros com nós mesmos, e refletirmos profundamente sobre a causa de nossas ações, nós saberemos a verdade. 

Por: Michael Berg

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ame a si mesmo

Ame a si mesmo.
Não se jogue para baixo.
Se fossemos tão terríveis o Criador não teria nos confiado uma alma para elevarmos.

Shmuel Lemle

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Como vemos Deus?

Qual é a percepção que as pessoas têm do Criador? Alguns podem visualizar um ser enorme que engloba tudo, que não envelhece, mas simplesmente permanece. Quanto a mim, vejo o Criador como causa e efeito – como uma grande balança, uma entidade de uma energia além de qualquer coisa que possamos entender ou perceber.
Você poderia então perguntar:” OK, se o Criador é Causa e Efeito, então, por que nós, seres por ele criados, tão frequentemente somos incapazes de ver a ligação entre essas duas coisas?”
O Zohar faz essa mesma pergunta quando diz:” Por que Deus criou o homem? Ele não estaria muito melhor vivendo com os anjos, entidades sem corpos, que seguiriam qualquer ordem que lhes fosse dada?
E o Zohar responde a sua própria pergunta:” Não, o Criador criou os seres humanos com um propósito: dar-lhes o poder de discernir entre Luz e escuridão, e de lutar em seguida, de tal forma que, ao resistir à escuridão, sejam merecedores da plenitude que lhes pertencia na época da Criação”

Karen Berg

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Humildade

Antes que os Dez Pronunciamentos (Dez Mandamentos) fossem apresentados a Moisés no Monte Sinai, diz-se que houve uma comoção no Paraíso. Cada uma das montanhas queria que os Dez Pronunciamentos fossem entregues sobre ela. A única montanha que ficou calada foi Sinai, porque era a menor e sabia que não tinha muito a oferecer. Mas, no final, o Criador escolheu Sinai porque sendo a menor e mais humilde, era a única capaz de lidar com toda a energia que seria revelada no seu cume.

Nos 72 Nomes de Deus, não encontramos a letra guimel, que é a primeira letra da palavra "ga'ava" que significa "orgulho" ou "ego" em hebraico. O motivo dessa letra ter sido deixada fora dos 72 Nomes é que não existe "ga'avah" no conceito do Criador. Humildade é o fator chave para sustentar nossa conexão com a Luz, enquanto que ego e orgulho prejudicam nossa capacidade de canalizar essa Energia.

Isso não significa que precisamos abrir mão de tudo, nos recusarmos a receber alguma coisa. O que significa é que entendemos que tudo o que temos e tudo o que somos nos foi concedido com um propósito. Somos mensageiros, sejam quais forem os dons que possuímos, como inteligência, dinheiro ou sabedoria.

Então, quando dizemos (e todo ser humano diz isso) "Mas eu fiz isso. Eu desenvolvi isso. Eu criei isso. Eu fiz isso acontecer.", precisamos nos lembrar de quem nos deu essas capacidades antes de mais nada. Somos mensageiros para canalizar a Luz do Criador e quanto mais deixarmos nosso "ga'avah" de fora, melhores mensageiros seremos.
 
Por: Karen Berg

sábado, 27 de setembro de 2014

Juntos Podemos Mover Montanhas


A Bíblia conta uma história de como os descendentes de Noah queriam criar uma torre para alcançar os portões do Céu. Mas havia aqui um compromisso enorme... imaginem construir uma torre para o Céu!
No final, a única coisa que os parou foi o Criador vir cá abaixo e confundir os seus discursos, criando vários idiomas de forma que ficaram incapazes de comunicar uns com os outros. O ponto é que as pessoas estavam tão unidas na sua intenção e tão focadas na sua ação que quase conseguiram o impossível.
Qualquer associação de pessoas é poderosa, mesmo que por vezes exista pelas razões erradas. Um grupo de indivíduos com desejo suficiente pode fazer qualquer coisa. Então neste momento caótico, vamos pensar como poderemos afectar o mundo se unirmos as nossas linhas de consciência individuais para cobrir o mundo com energia positiva. Se conseguimos juntar-nos na espiritualidade e objectivo de alargar a dignidade humana para todos, então juntos podemos mover montanhas.

Karen Berg

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"Ative o Criador que está no Interior"

Quando o mestre Rav. Berg faz uma benção no vinho, ele toma uma longa pausa e medita nas palavras, "ative o Criador que está no interior".
Como fazemos isto em nível prático?
Nós temos que ser um com o Criador e fazer isto ao ser um com outras pessoas. Você vê, a Luz do Criador é uma força incondicional de amor.
Cada vez que agimos com carinho genuíno e preocupação com o próximo, nós ativamos a força no interior.
"A experiência de se apegar com a Luz suprema não pode ser atingida a não ser devido à uma faculdade espiritual, desejo e amor." - cabalista Abraham Azulai
Tome a decisão de amar a todos incondicionalmente.
Olhe apenas para seus lados bons.
Ame-os verdadeiramente e também preste atenção para os resultados que você obtém no dia a dia.
Quando conseguimos amar as pessoas Incondicionalmente nós fazemos um "céu na terra"!
Vamos analisar por que nós não conseguimos amar as pessoas.
Vou listar cinco motivos:
1. Não amamos uma pessoa estranha porque não a conhecemos;
2. Não amamos nossos pais porque eles nos magoaram profundamente;
3. Não amamos a outra pessoa (seja ela um amigo, um parente, um empregado, um filho. Etc.) porque temos vergonha ou porque não queremos parecer "frágeis";
4. Não amamos nossos inimigos e "concorrentes" porque isso talvez possa nos colocar em perigo de perder algo;
5. Não amamos nossa vida, nossa situação atual porque vemos caos nela.
Certo.
Realmente, neste mundo do 1% todas essas desculpas acima podem fazer sentido, mas no Mundo Real – o Mundo dos 99%, todas essas desculpas são na verdade auto-sabotagens!
Agora, vou listar cinco argumentos baseados na Cabala sobre como é importante e super necessário nós amarmos:
1. Ninguém é Realmente estranho. Todas as pessoas que encontramos em nossas vidas, seja num Shopping lotado, no elevador de um prédio, ou na praça de uma cidade que estamos passando nossas férias, etc. todas elas nós já conhecemos (em vidas passadas) e o mais importante: se as encontramos significa que devemos revelar de alguma maneira Luz com ela.
Que tal fazer isso dando um sorriso, ou dizendo um "olá", ou até mesmo, "como você está?". Se fizermos isso estaremos amando ela;
2. Nossa alma escolhe a família que ela quer nascer pelo seguinte motivo: Ela (nossa alma) quer evoluir, corrigir os erros do passado, então ela irá escolher os pais que mais poderão servir a esse propósito, daí então a explicação do porque dos nossos pais serem exatamente "assim" conosco: eles estão apenas nos dando o que pedimos.
Sabendo disso, sabendo que eles estão ajudando em nossa correção, devemos odiá-los ou amá-los?
Lógico que devemos amá-los, mais ainda;
3. Não amarmos alguém por medo de enfrentar a vergonha ou por medo de parecermos fragilizados é uma grande tolice, porque se é através do amor para com a outra pessoa que criamos unidade com a Luz do Criador, e o que é a Luz do Criador?
É "somente" toda aquela energia que precisamos para continuarmos tendo saúde, prosperidade, felicidade, amor, prazer, boa sorte, proteção, paz, etc.
Então temos que amar e por causa do amor nós podemos receber Tudo!
Sejamos sábios;
4. O Zohar ensina que tudo acontece devido a Mão do Criador, ou seja, não é coincidência que certas pessoas viram nossos "inimigos" e os nossos "concorrentes".
Eles foram os escolhidos por causa de suas habilidades em ativar nossa natureza negativa.
E como podemos nos livras de nossos traços negativos se eles não forem ativados? Por isso, devemos amar nossos inimigos e concorrentes, porque eles nos dão a oportunidade de merecermos ganhar Luz - através das oportunidades de transformarmos nossa natureza negativa ativada pelos nossos "inimigos" e "concorrentes";
5. Yonatan nos ensina que o Criador, a Luz do Criador, nunca nos manda nada que não possamos Mudar! E ele também ensinou que o melhor jeito de mudar a situação é mudar a consciência a respeito dela.
Em vez de vermos alguma coisa como "caos",.devemos vê-la como um "teste". Teste esse que oculta uma tremenda benção, talvez até oculta a realização daquele nosso sonho, daquele nosso pedido.
É sabido que não podemos receber nada sem antes removermos o Pão da Vergonha daquilo.
Então quando pedimos algo, quando sonhamos em realizar alguma coisa, O Criador pode nos mandar um teste só para vencermos o teste e assim removermos o Pão da Vergonha e assim merecermos receber o que pedimos.
E ainda temos que lembrar de uma lei espiritual que diz:
"Se você quer algo, você tem que dar algo". Então, se queremos amor, temos que dar amor.
Por: Yehuda Berg e Shimon Ferreira

sábado, 16 de novembro de 2013

O Segredo dos Sacrifícios

O cabalista Rav Ashlag ensina que existem duas categorias de interação com a Luz do Criador, chamadas de Ocultamento da Face e Revelação da Face.
Rav Ashlag compara com alguém que está andando na rua e vê o rosto de um amigo vindo em sua direção. A pessoa imediatamente reconhece o amigo. 
Mas se o amigo estiver de costas a pessoa fica em dúvida se é ele mesmo.

Quando alguém sente bondade e vivencia bênçãos em sua vida está experimentando a Revelação da Face do Criador. 
Está olhando a face do Criador e sentindo a verdadeira essência do Criador.
Quando alguém sente dor, carência e escuridão, não está sentindo a essência do Criador, e é considerado que o Criador está de costas.
Isto é o Ocultamento da Face.
Obviamente todos nós desejamos viver a vida no modo de Revelação da Luz.
Rav Ashlag ensina, todavia, que o trabalho que realmente gerará Luz na nossa vida é o trabalho feito nos momentos de ocultação da Luz.
Por isso dizem os sábios que quanto maior a dor na ação espiritual, maior será a recompensa.
Rav Ashlag diz que não chegaremos à totalidade de revelação da Luz se não fizermos esforço máximo no momento de Ocultamento da Face.

O segredo dos sacrifícios é o trabalho que fazemos quando a Luz esta oculta.

Nossa natureza é querer fazer o trabalho quando estamos inspirados, mas o que traz bênçãos para a vida é o trabalho feito no ocultamento.

Por: Shmuel Lemle

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Construção do Sacrário

Os Cabalistas através dos anos procuram acordar em seus alunos a habilidade de ser livre da procura pela aprovação. 
Eles sempre estão os levando para grandes caminhos para que eles acabem com esse vício.
Moisés era um exemplo de autocontenção e confiança no Criador. 

Existe uma história muito contada sobre ele e o tempo da construção do sacrário. Este era o primeiro lugar onde o mundo poderia ter todo o acesso à Luz.
Ele foi instruído por D´us para reunir todo ouro, prata e madeira existentes na comunidade e esperar para mais instruções.
A comunidade ficou excitada com a proposta de participar de um pedido divino, e todos doaram o quanto tudo que podiam.
Eles passaram semanas, colhendo e coletando, muitos dando os seus mais valiosos pertences.
Todas as suas horas acordados e toda energia foram gastas na tecelagem, no derretimento, na construção e na medição.
Logo, dois meses se passaram e nenhuma mensagem veio.
Depois três meses.
As pessoas começaram a duvidar.
E um espírito de julgamento fomentou-se através dos membros do grupo e eles começaram a plantar as sementes da discórdia, do medo e da insinuação que Moisés havia gastado o tempo e o dinheiro deles.
Um por um, os seguidores de Moisés começaram a apontar os dedos e a acusar Moisés.
Moisés nada disse.

Eu tenho escutado esta história por toda minha infância, e os mesmos pensamentos me chegam a mente: por que Moisés não pediu a Deus um calendário, assim ele poderia avisar as pessoas.
É pedir muito?
E mesmo assim, toda vez que leio esta história, a resposta de Moisés é sempre a mesma: nada.
Ele engole tudo – as fofocas, as acusações e a traição.
Ele nada diz.
Finalmente, no primeiro dia de Áries, o Criador vem a ele e diz: “Chegou a hora!”
E ele começa a construção do sacrário, que se torna o mais incrível centro espiritual para o resto do mundo.
A lição é a não reatividade de Moisés durante aqueles três meses.
Ele sabia que precisar da aprovação dos outros é um dos mais perigosos venenos contra o crescimento espiritual.
Através de sua vida, como evidenciado nesta história, ele nunca precisou de aprovação. Em fato, ele gostava da oposição, pois ali, sabia que estava crescendo para perto do Criador.
Os Cabalistas explicam que a restrição desses três meses, foi o que permitiu a Moisés canalizar a construção do sacrário.
Podemos dizer o mesmo de nós mesmos?
Será que crescemos diante dessas experiências?
Ou ficamos reativos e entramos em depressão?
Quando permitimos que nosso trabalho seja avaliado por alguém que vá carimbá-lo com um ok, fica difícil se contentar.
Encontre situações em que você se vê viciado na aprovação e deixe o exemplo de Moisés ser a sua inspiração.

Michael Berg

terça-feira, 16 de julho de 2013

PEDINDO AJUDA

Às vezes pensamos, equivocadamente, que pedir ajuda é um sinal de fraqueza. Mas reconhecer que não conseguimos superar nossas batalhas sozinhos requer grande força.

Qualquer que seja o nome que você dê ao seu poder superior – “Deus”, “Jesus”, “Buda”, “o universo” ou “a Luz” – é importante, para qualquer pessoa, estabelecer um relacionamento com o Criador e encontrar formas de fortalecer esse laço a cada dia em seu caminho espiritual.

Uma dessas formas é tornar-se mais como o Criador ao enfrentar a batalha contra a negatividade, transformando egoísmo em altruísmo e mudando a natureza reativa em proativa. Para ajudar-nos nesse esforço, precisamos de um sistema de apoio de professores e amigos – não do tipo que só lhe diz o que você quer ouvir, mas amigos verdadeiros, que nos estimulam a ser a melhor versão de nós mesmos.

Precisamente por isso é que minha mãe, Karen Berg, dedicou sua vida a abrir Kabbalah Centres ao redor do mundo – comunidades de múltiplas crenças, onde os alunos pudessem estudar com outros que estivessem buscando sabedoria e que se conectassem com os professores para obter aconselhamento e orientação.

Esta é uma semana tremendamente poderosa para levar sua caminhada espiritual para o próximo nível, cercando-se daqueles que o ajudarão a crescer. Se você possui um professor, esta é uma boa hora para se reunir com ele e perguntar onde ele identifica que você precisa trabalhar mais, para gerar maior plenitude em sua vida. Se você não tem um professor, este é o momento perfeito para obter um.

A ajuda está sempre disponível, mas temos que estar dispostos a pedi-la – à Luz e uns aos outros.

Todos nós podemos nos tornar a melhor versão de nós mesmos com um pouco de ajuda dos nossos amigos.


Yehuda Berg

sábado, 25 de maio de 2013

Finalidade do Nosso Trabalho Espiritual

A finalidade de nosso trabalho espiritual é nada menos do que iluminar o mundo inteiro com a Luz do Criador. 
Quão vasta e poderosa é esta missão - e nossos Sábios fornecem uma metáfora muito bonita para esclarecê-la. 
Cada um de nós - dizem-nos os sábios - está convidado a restabelecer o acendimento da lâmpada no Templo Sagrado através de nossos próprios pensamentos e ações. 
Cada um de nós é uma imagem reduzida do Templo, e a Luz do Criador está presente em nós, da mesma forma que estava no Antigo Edifício.
Este é um ensinamento muito importante, de tal forma que pode ser de grande ajuda para a nossa compreensão e perseverança em nosso trabalho espiritual. 
É um ensinamento que devemos considerar como uma pergunta a fazer continuamente a nós mesmos.
Colocando de forma simples, a questão é:
"Estão nossas vidas iluminando o mundo?"
A fim de responder de forma afirmativa, é crucial compreender a natureza dupla da realidade, de acordo com a Sabedoria Cabalista. Especificamente, todas as coisas positivas neste mundo têm em oposição um correspondente poder negativo.
Da mesma forma que as almas dos justos têm a missão de iluminar toda a criação, as forças da negatividade e o caos são encarregados da missão de ocultar a Luz do Criador, escurecendo desse modo o mundo.
As ferramentas da Sabedoria da Cabalá nos dão o poder de eliminar essa escuridão

Nós devemos recordar que nossa tarefa de iluminação inclui não somente executar ações positivas, mas também eliminar as manifestações de caos e negatividade onde quer que nós as encontremos.
As forças negativas existem de maneiras muito tangíveis durante toda nossa vida. Simplesmente ignorá-las não é o suficiente.
Nós devemos nos opor a elas e derrotá-las com o mesmo nível da energia que elas dirigem contra nós.

Fazendo assim nós podemos verdadeiramente trazer a Luz ao mundo, tanto quanto alegria e satisfação para nossas próprias almas.

Por: Michael Berg