A espiritualidade frequentemente sai pela janela no instante em que entramos em uma discussão, tropeçamos em uma crise ou caímos em depressão.



A escuridão toma conta tão rapidamente que esquecemos de tudo que aprendemos.



É por este motivo que é bom estudar diariamente, ler uma passagem da torah ou algum texto inspirador, decorar uma citação ou assistir uns minutos de uma palestra para nos lembrarmos do que é realmente importante.



Dê a sua mente algo para mastigar, para que ela não mastigue a si mesma.



Yehuda Berg


sábado, 7 de agosto de 2010

Os Cabalistas Não Têm Inimigos

Todas as pessoas em nossa vida – de uma maneira ou de outra – vem a nos ajudar em nosso processo de correção.

Ainda que as pessoas possam nos odiar: ex-maridos, empregados insatisfeitos, os vizinhos de baixo, antigos amigos, etc, cada pessoa em nossa vida está aqui para despertar outra parte de nossa correção.
Isso não significa que não vamos a reagir.
Não podemos sempre esperar agradecer a alguém que nos bate ou nos calunia. Mas, na grande figura, se olharmos desde longe, podemos ver que cada um em nossa vida está aqui para nos ensinarmos.
Hoje, quando você tratar com pessoas desagradáveis – especialmente aqueles que te irritam profundamente – diga silenciosamente “obrigado”.
Saiba que eles estão ali para abrir algo para você em seu processo de correção.
Cada dia precisamos ter consciência de que tudo é uma “teia”, uma rede, ligando um a todos e a todos a um.
Imagine alguém. Esse alguém “escolhe” o lugar que vai morar. “Escolhe” o trabalho que quer trabalhar. “Escolhe” a mulher que quer casar. “Escolhe” o lugar por onde quer ir. Etc, e etc.
Mas, em todas as suas “escolhas” estarão lá também todos os “personagens” (pessoas) que ele precisa encontrar ou conviver para então resolver seu processo de correção (tikun).
Então, nada é coincidência!
Todos aqueles motoristas e seus carros que encontramos na rua enquanto estamos dirigindo são pessoas que fazem parte do nosso tikun e por isso eles podem fazer algo (criar um teste) para nós.
Vamos ao banco, e todas as pessoas que estão ali na fila conosco fazem parte do nosso tikun e pode ser que alguma delas faça algo (mais um teste) para nos ajudar a corrigir nosso tikun.
Mas também pode ser que alguém que faz parte de nosso tikun em vez de testes nos tragam bênçãos que vão nos ajudar a conseguir corrigir o tikun.
Isso também acontece.
Resumindo: ninguém está em nosso “caminho” por coincidência, ou por acaso ou acidentalmente.
Não existe aleatoriedade nas leis de causa e efeito.
Tudo é completamente baseado na lei da atração de nossas ações (pensar, agir e falar) dessa vida e de vidas passadas.
Portanto, acho muito inteligente vermos todas as pessoas, conhecidas, estranhas, queridas e odiadas como “personagens que nós mesmos criamos (atraímos)”, e com isso termos a habilidade de sempre ter o melhor pensamento e como conseqüência a melhor ação para com ela.
E fazer sempre a pergunta que vale sua “vida feliz”:
“O que eu tenho que aprender com essa pessoa (ou situação)?”

Por: Yehuda Berg e Shimon Ferreira

(repasse Marcelo Veneri)

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